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Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

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AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
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ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
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Gaivotas em terra

Mascarenhas Barreto / António dos Santos
Repertório de António dos Santos


Gaivotas em terra, de asas fechadas
Marujos sem rumo num banco dum bar
Barcaças dormentes no cais ancoradas
Meninas morenas que sonham casar

Preciso é que voem e que batam as asas
Preciso é que deixem as altas janelas
Preciso é que saiam as portas das casas
Preciso é que soltem amarras e velas

Marujos sozinhos, pensando outro mundo
Meninos em casa, fiando desejo
Preciso é que cruzem seu olhar profundo
Preciso é que colem as bocas num beijo

Mãos de marinheiro não temem porcelas
Se houver outras mãos, pr’além vendaval
Rezando por ele, tecendo outras velas
Mais brancas mais belas do seu enxoval

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Na gravação de Marco Oliveira, a estrofe apresentada a seguir aparece
na 3ª posição e foi usada em vez da 4ª estrofe da versão original.

As asas são duas se acaso uma ave
Vier cortar céu, lançar-se no ar
A barca só voga se a brisa suave
Vier ternamente casá-la com o mar