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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Madragoa

Frederico Valério / João Bastos
Repertório de Rodrigo

Uma saudade do mar, tem, seu monumento em Lisboa
Velho bairro popular, sombrio e vulgar, que é a Madragoa
E reza a história que foi lá, numa noite de natal
Que veio a luz o primeiro herói marinheiro, que honrou Portugal

Ó velha Madragoa...
Tens a esperança e nada mais
E há tanta coisa boa
Noutros bairros, teus rivais
Ó velha Madragoa...
Não tens um só painel, um arco ou um brazão
Só tens ó Madragoa
Nos lábios doce mel, no peito um coração

A noite cai, e o luar vem dar-lhe a triste cor de opala
E as estrelas a brilhar, parecem baixar do céu p'ra beijá-la
E a Madragoa a dormir tem como prémio ao seu labor
Lindos sonhos de princesa, de eterna beleza, os sonhos de amor