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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Circo ambulante

Manuel Garcia da Silva
Repertório de Neca Rafael 

Já não tinha quem fiasse
Quem me desse ou emprestasse
Qualquer parcela
Vi a família perdida
E perdida a minha vida 
É claro, olhei por ela

Sem chinfrim ou escarcéu / Resolvi tudo num instante
Companhia tinha eu / E fiz um circo ambulante

Com uns barrotes / E uns lençóis a rodar
Quatro pinotes / E já tinha gente a entrar
Entrada a coroa / Geral, bancada ou peão
Já p'ró caldinho e p'rá broa
Não havia aflição

Minha sogra, a trapezista
Era então equilibrista / Minha cunhada
O meu sogro, o Zé trombudo
É quem fazia o faz tudo / Sem fazer nada

Meu cunhado o troca o passo / Já sem que trocasse os passos
É quem fazia o palhaço / P'ra esfolar uns palhaços

Ai a minha filha / Que grande contorcionista
Que maravilha / Quando aparecia na pista
Trabalhos bons / Desde o princípio ao fim
P'ra meter os pés p'las mãos / Eu nunca vi traste assim

Minha esposa, a ilusionista
Nunca vi melhor artista / Nem pode haver
Porque que tudo quanto via
Aquele diabo fazia / Desaparecer

Vejam que aquela mulher / De truques com excelência
Fez-me até desaparecer / O dinheiro e a paciência

Ah! mas que invisível / Trabalho de ilusionista
É impossível / Haver assim uma artista
Trabalhos dela/ Iguais nunca vi fazer
Até desapareceu ela / E não voltou a aparecer