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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.590 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Fado do castanheiro

Vasconcelos e Sá / Pedro Rodrigues
Repertório de Maria Teresa de Noronha

No cimo daquele Outeiro

Debruçado castanheiro
Morre de sede e fadiga;
Torcendo os braços ao vento
Dando à visão tormento
Sobre uma rocha inimiga

Tão velhinho e tão mirrado
Perdeu as folhas coitado / Fogem dele os passarinhos
Nem mesmo em noites suaves
Ele pode abrigar as aves / Nem pode embalar os ninhos

Um ramo de hera viçosa
Que viveu sempre amorosa / Ao pobre tronco segura
Abraça o pobre velhinho
Cada vez com mais carinho / Cada vez com mais ternura

Ó era que não dás flor
Teu coração para amor / Deve ser igual ao meu
Singela planta que eu amo
Jamais se esquece do ramo / Onde uma vez se prendeu

Letra extraída do blogue: http://fadosrecordandoopassado.blogspot.com