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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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Varinas

Fernanda Castro / Frei Hermano da Câmara
Repertório de Alice Maria


Passam varinas com a giga em arco
Sobre a airosa cabeça sobranceira
No chão enlameado da Ribeira
A água negra fez um grande charco;
Lembram a quilha dum barco
As tamancas das peixeiras


Saias rodadas são velas / Que o vento alarga e fustiga
São asas de caravelas / Em corpos de rapariga


As pernas altas são mastros / Que nenhum vento quebranta
Os olhos são negros astros / Dois faróis em terra santa 

Saias verdes, saias finas / Saias rubras, saias pretas
Os cordões são as grilhetas / Nos corpos das ovarinas 

Num colear de gaivota / A peixeira de Lisboa
Levanta ao sol a canastra / Das sardinhas que apregoa