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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado do 31

João Alves Coelho / José Maria Pereira Coelho
Repertório de Estevão Amarante

Criação de Maria Vitória na revista "O 31" de 1913 7 
Informação de Francisco Mendes

É pró fado nacional... Pró pagode e pró banzé
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal / Ólari ló pistaré

O fado do 31

Á porta da Brasileira... Dois tipos encontram dois
Juntam-se os quatro e depois... Lá começa a cavaqueira

Agrava-se a chinfrineira
Vai aumentando o zum-zum... Vem bomba, rebenta, pum
Depois mais tarde vereis / 24... 26...29... e 31 


Ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31 


Desde manhã os tachados... Bebem vinho da botija
Viram dois copos da rija... De quatro em dois separados

E assim bem engraxados
P´ra não ficar em jejum... Mamam dois copos de rum
Desata tudo ao biscoito / 24... 28... 29... e 31

Um homem que quer sarilhos... Por um motivo qualquer
Discute com a mulher... E dá porrada nos filhos

A sogra nos mesmos trilhos
P´ra não ficar em jejum... leva também um fartum
Vem Carcavelos, vem Porto
E depois está tudo torto / E rebenta o 31