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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Da janela do meu quarto

António Vilar da Costa / Nóbrega e Sousa
Repertório de Tristão da Silva

Da janela do meu quarto vejo a luz do quarto dela
Quando a lua vem brincar nos telhados da viela

Vejo o sol de madrugada a beijar sete colinas
Quando se espraia no cais para espreitar as varinas

Da janela do meu quarto, vejo o mundo
Tenho um mundo de poesia para ver
Vejo Alfama que labuta com ardor
A sorrir e a cantar
Vejo o Tejo a espreguiçar-se lá no fundo
Vejo a rua onde ela passa a correr
Vejo a Sé onde à tardinha, com fervor
Ela vai sempre rezar


Vejo pares de namorados, almas cheias de ilusões
Toda a magia dum fado e a alegria dos pregões


E à noitinha, quando as sombras vestem de luto a viela
Da janela do meu quarto, vejo a luz do quarto dela