- - - - - - - - - -

- - - - - - - - - -
- - - - - - - - - -

° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.170 LETRAS PUBLICADAS // 1.970.000 VISITAS // OUTUBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que nao constam do índice.

Caso encontre alguma avise-me, por favor.

Se não encontra o Fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

Canção do pastor

Amadeu do Vale / Jaime Mendes
Repertório de Alberto Ribeiro

O silencio caíu remançoso
Lento e saudoso sobre as campinas
Os rebanhos saltando os outeiros
Descem ligeiros pelas colinas

Só se ouve a suave harmonia
Ao descaír do dia
Duma flauta saudadndo o poente
Num sol plangente de nostalgia

Pastor, não tenhas medo e diz onde buscaste
Esses sons tão suaves como o trino das aves
Diz-me cá em segredo, a que foi que os roubaste

Á voz triste dos montes / Á voz febril do mar
Ou foi á voz das fontes / Quando cantam á luz do luar

Já o sol se escondeu no horizonte
P'ra lá do monte, na serrania
Tangem sinos rezando saudades
São as Trindades, Avé-Maria

Já se acendem lareiras na aldeia
Brilha a luz da candeia
E nos choupos, por entte as ramadas
A pardalada salta e chilreia

A luz tem mais doçura no céu de nuvens claras
Nos trigais ondulando, as espigas bailando
Dizem já da fartura que há, de pão nas searas

A paz tudo domina / Do céu vem outra luz
E quando o sol declina / Uma flor nasce aos pés duma cruz