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6.170 LETRAS PUBLICADAS // 2.000.000 VISITAS // DEZEMBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

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Maldição

Armando Vieira Pinto / Alfredo Duarte *fado cravo*
Repertório de Amália

Que destino, ou maldição
Manda em nós, meu coração?
Um do outro assim perdido;
Somos dois gritos calados
Dois fados desencontrados
Dois amantes desunidos

Por ti sofro e vou morrendo
Não te encontro, nem te entendo / Amo e odeio sem razão
Coração... quando te cansas
Das nossas mortas esperanças / Quando paras, coração?

Nesta luta, esta agonia
Canto e choro de alegria
Sou feliz e desgraçada;
Que sina a tua, meu peito
Que nunca estás satisfeito
Que dás tudo... e não tens nada

Na gelada solidão
Que tu me dás coração / Não há vida nem há morte
É lucidez, desatino
De ler no próprio destino / Sem poder mudar-lhe a sorte