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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Amor de Inverno

Rosa Lobato de Faria / Raúl Nery
Repertório de António Pinto Basto

De manhã, era Dezembro, no teu rosto anoitecia
Estremecia, bem me lembro, o teu corpo ventania
Tinhas modos de giesta que sonhasse uma lareira
Como o soluço que resta duma mágoa verdadeira

Amor de Inverno, é o mais terno, é o mais quente
No segredo da neblina

Ninguém ama como a gente
Amor de Inverno, é o mais terno, é o mais louco
Tem sabor a tangerina

Este amor que sabe a pouco

Que os meus braços te adormeçam
E os meus beijos anoiteçam no teu desgosto
Que os meus gestos te acompanhem
E os meus dedos te desenhem um mar de Agosto

Que os meus fados te agasalhem
E os meus lábios ajoelhem sobre os teus pés
Que os meus cânticos te guiem
Os meus olhos alumiem a canoa que tu és