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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Tempos que já lá vão

Domingos Gonçalves da Costa / Popular *fado corrido*
Repertório de Julio Peres  


É como a lenha queimada
Dos velhos o coração
As cinzas são as saudades
Dos tempos que já lá vão 


Quando o inverno da idade / Nossa cabeça embranquece
A gente julga que esquece / A risonha mocidade
Mas envolvida em saudade / A nossa alma amargurada
É cinza quase apagada / De lareira crepitante
E a mocidade distante / 
É como a lenha queimada 

Assim a vida decorre / Como esfera num declive
Nossa vida aos poucos morre / E a gente a pensar que vive
Então dentro em nós revive / Esta cruenta ambição 

Voltar aos tempos de então / Voltar a ter mocidade
E é quando a tristeza invade / Dos velhos, o coração 

Então a vida anoitece / Triste, gélida, sem luz
E é bem mais pesada a cruz / Que a gente arrastar parece
Uma lágrima aparece / Saída do coração
Rosa de orvalho em botão / Que as nossas faces invade
Cai e junta-se à saudade / Dos tempos que já lá vão