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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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O meu fado *Dulce*

Letra e musica de Maurício do Vale
Repertório de Dulce Guimarães


Mouraria, Alfama e Madragoa
Foram berço deste fado de Lisboa
Nas vielas onde cheira a rosmaninho
Há gente boa, há vinho
E há um fado que se entoa

É o fado bandeira e sonho dum povo
É um país que sendo velho é novo
E é um amor, ai que eu recordo e revejo
Sempre que, à beira do Tejo
Vejo um barco e me comovo

O meu fado tem loucura de poeta
O meu fado é teatro é caravela
O meu fado que tu és e eu não esqueço
Tem mil tons mas não quero que tenha o dó

É de noite que o nosso fado se canta
Que a guitarra nos embala e nos encanta
Que há um copo, maré cheia de ilusões
Mil versos, recordações
Ondulando na garganta

Madrugada que nos acolhe e abraça
Na Ribeira, um cacau e uma carcaça
Passarinhos cantarolando baixinho
E há sempre um velho, sozinho
P’ra quem a sorte não passa