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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Évora doce

Letra e música de Duarte
Repertório do autor


Évora doce
Negro vestido por capelinhas
Cercada d'ouro, trigo em tesouro, mulher rainha

Guardas histórias
Guerras e amores, por ti vividas
E tens no quarto cercando a praça, mil avenidas

São tuas mágoas
Que são escutadas, quando da Sé
Por entre as horas, amargurada, bates o pé

E os teus cabelos
Ficam mais belos, quando tu vês
Capas traçadas numa guitarra, cantando o que és

Envergonhada
Se o Alentejo lhe pede um beijo
E às escondidas, p'ra ninguém ver, mata o desejo