... encontrará neste blogue letras de algumas cancões intemporais ... porquê?

... porque nem só de fado vive a alma da poesia portuguesa ...

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Tenho vindo a publicar letras (de autores que já partiram) sem indicação de intérpretes ou compositores na esperança de obter informações detalhadas sobre os temas.
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: por falta de informação nem sempre são mencionados os criadores dos temas aqui apresentados.
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Flor do cardo

João Monge / Joaquim Campos *fado tango*
Repertório de Aldina Duarte

Dói-me ser a flor do cardo
Não ter a mão de ninguém
Tenho a estranha natureza
De florir com a tristeza
E com ela me dar bem

Dói-me o Tejo, dói-me a lua 
Dói-me a luz dessa aguarela
Tudo o que foi criação 
Se transforma em solidão
Visto da minha janela

O tempo não me diz nada 
Já nada em mim se consome
Não sou princípio nem fim 
Já nada chama por mim
Até me dói o meu nome

Dói-me ser a flor de cardo 
Não ter a mão de ninguém
Hei-de ser cravo encarnado 
Que vive em pé separado
E acaba na mão de alguém