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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Flor do cardo

João Monge / Joaquim Campos *fado tango*
Repertório de Aldina Duarte

Dói-me ser a flor do cardo
Não ter a mão de ninguém;
Tenho a estranha natureza
De florir com a tristeza
E com ela me dar bem

Dói-me o Tejo, dói-me a lua / Dói-me a luz dessa aguarela
Tudo o que foi criação / Se transforma em solidão

Visto da minha janela

O tempo não me diz nada / Já nada em mim se consome
Não sou princípio nem fim / Já nada chama por mim

Até me dói o meu nome

Dói-me ser a flor de cardo / Não ter a mão de ninguém

Hei-de ser cravo encarnado / Que vive em pé separado
E acaba na mão de alguém