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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo
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António Batista

José Luís Gordo / Fontes Rocha
Gravação de José Manuel Barreto
Repertório de João Braga

A noite era breu de medos tamanhos
Só ele e o céu em terra de estranhos;
Os olhos cansados pesavam saudades
Coração nas mãos batendo ansiedades;
O Burro carregado, a fronteira á vista
E o medo agarrado ao contabandista

António Batista

Foi contrabandista / Em terras de Espanha
Desde peque
nino
Conhece o caminho / E o frio que se apanha
Veredas estreitas

Os olhos á espreita / Á espreita do perigo
António lá ia / Naquela agonia

Dum guarda escondido

Ai valha-me Deus, dizia baixinho
Tão grandes os céus, tão longo o caminho;
Dormia em segredo á beira dum rio
E a manta do manta do medo tapava-lhe o frio;
Vestia a coragem de quem vai morrer
Ao passar a fronteira que o vira nascer