Repertório de Joaquim Cordeiro
Quando eu era rapazote
Já ferrava o meu calote
E entre os meus, não era eu só
Pois o meu pai que Deus tem
Já cravava a minha mãe
E a minha mãe, minha avó
Às vezes uma pessoa
Quer ser séria honrada e boa
Mas vem à mente o rifão
Que diz que é honra dever
E então crava por não querer
Desonrar a tradição
Sou caloteiro
Mas apontem-me o primeiro
Que neste mundo embusteiro
Nunca cravasse ninguém
E vou gozando
Enquanto os credores chorando
Iludidos vão esperando
Pela massa que nunca vem
Fiz um dia um disparate
Cravei o meu alfaiate
E o tipo que era matolas
Com maldade vil e crua
Despiu-me o fato na rua
E fui prá esquadra em ceroulas
Sou sério creiam, não minto
E o ser crava por instinto
Acho um feitio ordinário
E se não pago a quem devo
É que eu sou como descrevo
Caloteiro hereditário
Quando eu era rapazote
Já ferrava o meu calote
E entre os meus, não era eu só
Pois o meu pai que Deus tem
Já cravava a minha mãe
E a minha mãe, minha avó
Às vezes uma pessoa
Quer ser séria honrada e boa
Mas vem à mente o rifão
Que diz que é honra dever
E então crava por não querer
Desonrar a tradição
Sou caloteiro
Mas apontem-me o primeiro
Que neste mundo embusteiro
Nunca cravasse ninguém
E vou gozando
Enquanto os credores chorando
Iludidos vão esperando
Pela massa que nunca vem
Fiz um dia um disparate
Cravei o meu alfaiate
E o tipo que era matolas
Com maldade vil e crua
Despiu-me o fato na rua
E fui prá esquadra em ceroulas
Sou sério creiam, não minto
E o ser crava por instinto
Acho um feitio ordinário
E se não pago a quem devo
É que eu sou como descrevo
Caloteiro hereditário