- - - - - - - - - -

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira
° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

- - - - - - - - - - - - - - - -

Pesquisa.

Janela de Lisboa

Francisco Nicholson / Nuno Nazareth Fernandes
Repertório de Marina Mota
Da revista *A prova dos novos* 1988

Desta janela eu posso ver a terra inteira
E a minha rua só acaba se eu quiser
Parto num sonho co’a saudade à cabeceira
E quando acordo outra manhã se fez mulher

E um turbilhão de ideias loucas me devora
Quando me perco meio tonto em teu olhar
Quando me encontro no teu grito que demora
Então eu sei que a hora é certa de te amar

Voo, sobre o céu de Lisboa
Mas não vejo fragatas entre os braços do Tejo
Sonho, mas já não há canoas
Nem varinas gaiatas a quem roubar um beijo
Olho, vejo arcadas vazias
Onde falta o Pessoa, o Césario e o Botto
Lembro, junto ao cais melodias
Que embalavam Lisboa
E recordam Lisboa ‘inda eu era garoto

Duas colunas a um passo do Castelo
E um Terreiro onde moraram ilusões
Gatos vadios ainda se batem em duelo
Sob o olhar da velha estátua do Camões

Num golpe de’asa raso o cimo do Convento
Cruzo a Avenida, esqueço a sede no Rossio
Um cacilheiro rasga as águas num lamento
E a noite aos poucos vem deitar-se com o rio