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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Na dança do meu fado

Rui Filipe / Johnny Galvão
Repertório de Rosa Negra

O meu fado é a luz que me orienta
Na penumbra do lamento
O meu fado é a voz do sentimento
Sofrimento que se inventa

Ai a vida vai... ai a vida vem
Ás vezes vai ao fundo
Ai a vida tem... pena de ninguém
Que a pena é de todo o mundo

O meu fado já não é aquele fado
Como era antigamente
Minha alma sente que tem um passado
Mas que vive no presente

Vou na dança do meu fado
Que me leva a todo o lado e me faz sentir mulher
E se não balanço a quatro
Vai a dois ou vai de lado, sem ter medo de sofrer

E a voz sempre embargada
Da saudade e da guitarra
Esta rima vai mudar minha sina assassinada

Vou na dança do meu fado
Que me leva a todo o lado e me faz sentir mulher
E a sorte que é malvada
Há-de vir o dia que se vai arrepender

Trago no me peito o fogo do lamento
Sangue da minha cultura
Tenho um gesto a preto e branco que herdei
Mas tenho uma cor mais pura

Tanto mar de compaixão
Navegando, navegado de queixumes, de gemer
Mas quem tem um coração
Vai poder cantar o fado mesmo sem o conhecer