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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.590 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Carta a Lisboa

Diogo Clemente / Ricardo Rocha *alexandrino do rocha* 
Repertório de Carminho 

Tal qual o velho Tejo e as águas p’ra depois
Aqui me tens na espera de quem partiu de mim
Em ti Lisboa, eu vejo as horas de nós dois
E sei não ser quem era num tempo antes do fim

Como eu, barcos parados cansados deste mar
Ocultam liberdades na frágil luz das velas
Que ás mãos doutros recados que o vento quis roubar
Perderam-se as saudades, fecharam-se as janelas

Assim vivo comigo num rio de mim para mim
Maiores os dias de hoje, são menos que outros dias
Talvez por ser abrigo d’alguém que antes do fim
Me chega e que me foge, deixando as mãos vazias

E há tanto por dizer nas linhas desta dor
Que a voz do que magoa confunde-me o desejo
Aqui espero por ter o rio do meu amor
Correndo em ti, Lisboa, tal qual o velho Tejo