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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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Soneto destruído

Vasco Graça Moura / Custódio Castelo
Repertório de Cristina Branco

Talez logo na berma duma estrada
Um par se beije transtornadamente
E o destino os separe de repente
Entre as duas e as três da madrugada

Talvez a lua fria os desinvente
E só lhes traga sombras e mais nada
E por saída só lhes dê a entrada
Para o túnel da noite à sua frente

Talvez então as faces se desolem
Talvez depois em cinza e solidão
A aurora ponha um luto, talvez colem

As nuvens o seu dorso rente ao chão
Talvez por não ousar ninguém mereça
O que viveu. Talvez não amanheça