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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Às vezes nem sempre

Hélder Moutinho / Miguel Ramos *fado alberto*
Repertório de Célia Leiria

Às vezes, quando vens e me sorris
Com esse olhar como quem chega p’ra ficar
É o brilho dos teus olhos que me diz
Que vale mais sorrir do que chorar

Às vezes, quando vens com a ternura
Que a madrugada tem nos braços p’ra me dar
É o brilho dos teus olhos que me jura
Que vale mais viver do que sonhar

E tudo o que me dás naquela hora
É muito mais do que o vento e do que o mar
É quando a solidão se vai embora
E trazes esse brilho no olhar

Então, é quando tudo me seduz
Quando a manhã nasce lá fora, apaixonada
O brilho dos teus olhos tem mais luz
E eu deixo sempre a porta bem fechada