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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Balada para um poeta

Mário Raínho / Eduardo César
Repertório de Rodrigo

Aquele louco poeta
Que fazia da caneta
Uma arma de defesa
Que era feio de feições
Mas que moldava canções
Duma infinita beleza

Partiu p'ra outro lugar
Mas antes, deixou ficar / Versos de muitas vertentes
Cantou com voz de criança
Eu sou povo e canto esperança / Balada das mãos ausentes

Revelou-se com coragem
Para não viver à margem / Não quis aceitar a regra
Passou assim a maldito
E p'ra calar o seu grito / Chamaram-lhe Ovelha negra

Pobre louco, sonhador
Que afogava a sua dor / No vinho do desatino
Morreu o homem profeta
Calou-se a voz do poeta / Que no fundo, era um menino