... e porque nem só de fado vive a alma portuguesa ...

*encontrará neste blogue letras de algumas canções que merecem ser perpetuadas*
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Tenho vindo a publicar letras (de autores que já partiram) sem indicação de intérpretes ou compositores na esperança de obter informações detalhadas sobre os temas.
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: por falta de informação nem sempre são mencionados os criadores dos temas aqui apresentados.
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Sericoté

João Dias / António Parreira
Repertório de Rodrigo


Sericoté é um bote
Orgulho do seu arrais
Por ser veloz e bonito
Não há outro que o derrote
E toda a malta do cais
Inveja o seu gabarito

A vela cheia e redonda
Leme seguro a rigor
Proa rasgando a maré
Na crista de cada onda
Mais parece um bailador
O bote Sericoté

Bolina, bolina, Sericoté
Carregadinho da proa à ré
Aguenta o leme, alarga a escota
P’rá malta da lota saber como é
Rude e certeira mão te conduz
És da Ribeira o ai-jesus
Pois não há bote com mais ralé
Do que este bote Sericoté


Conhece bons e maus ventos
Correntes e outros segredos
Que as águas do rio lhe contam
É fino de movimentos
Sabe todos os enredos
Das procelas que o afrontam

Conhece as lutas e rotas
Do pão que o seu arrais come 
E às vezes tão duro é
Até as próprias gaivotas
Parecem cantar-lhe o nome 
Bom dia Sericoté