Ary dos Santos / Fernando Tordo
Repertório de Carlos do Carmo
Era um rei da terra que cheira a luar
Da terra vermelha que tem a centelha do cheiro do mar
Terra amendoeira, terraço a sangrar
Albufeira dos barcos que pescam com a lamparina da luz a piscar
Era um rei que vivia na terra, deitado no mar
Era um rei que foi da Moirama lutar
Á terra da neve que tem o silêncio que faz sufucar
País da princesa que no seu tear
Inventava a lenda da renda nos olhos de amêndoa do amor por chegar
Da princesa bordando tristeza na orla do mar
É no sul que nos dói mais o sol
É ao sol que se vê o azul do Algarve que roda como um girassól
Girassol?...
Vá de braços, vá á pesca, não queremos braço mole
Á aguadente chamamos figo, á verdade chamamos Aleixo
Que ainda é mais doce que um D.Rodrigo
D.Rodrigo?...
Não o matam que eu não deixo, o Aleixo é meu amigo
É o povo da maré que cheira a suor
E quer o rei queira ou não queira, resiste num mar que é maior
O mar da traineira, mar do pescador
Este mar, amar desta maneira que é a força primeira
Do mar por amor
Este mar que morre na esteira de aquém e além dôr