- - - - - - - - - -

- - - - - - - - - -
- - - - - - - - - -

° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.170 LETRAS PUBLICADAS // 1.970.000 VISITAS // OUTUBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que nao constam do índice.

Caso encontre alguma avise-me, por favor.

Se não encontra o Fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

Lua cheia

Letra e musica de Belo Marques
Repertório de Carlos Barra

Aqueles dois velhinhos bem casados, namorados
De quem me lembro com saudade infinda
Deixaram este mundo á mesma hora e agora
Repousam lá no céu, talvez ainda

Viviam na casinha pequenina da colina
Velhinha como o canto dos riachos
Um quintaleiro fresco, uma hora, e á porta
Uma roseira com formosos cachos

E a Tia Maria, sorria, sorria, por tudo e por nada
E punha, ladina, um rir de menina na cara enrugada
Seu homem, coitado, alegre ou zangado, fingia amuar
Soltando queixumes, talvez com ciúmes do próprio luar

E quando p’la noitinha se sentavam na casinha
Ia aninhar-se entre os dois, a lua cheia
Eis que os seus lindos olhos se cruzavam e lembravam
Crianças a brincarem sobre a areia

Crianças casaram, crianças ficaram pela vida infinda
70 anos idos, morreram unidos, crianças ainda
E agora á noitina, naquela casinha que parece morta
Há formas sombrias de mãos fugidias que batem á porta