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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.530 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Bati á porta da vida

Belo Marques
Repertório de Maria Valejo


Bati á porta da vida / Para pedir um lugar
A dôr abriu-me em seguida / Dizendo, podes entrar

Disse adeus ao meu natal / E entrei de olhos risonhos
Trazia por enxoval / Um baú cheio de sonhos

Estranha pousada sem luz nem repouso
Destino maldoso que um fado talhou
Gastei os meus olhos, perdi-me de mim
Não sei donde vim, nem sei onde vou;
Paguei a estadia, paguei o amor
Paguei o favor de ser desgraçada
Paguei a alegria pequena e mesquinha
Gastei quanto tinha e fiquei sem nada

Meu viver é vida morta / Que anseia por liberdade
Para ir de porta em porta / Matar a minha saudade


Eu quero ser uma escrava / E não mais te pertencer
Se até na vida se paga / Licença, para viver