... encontrará neste blogue letras de algumas cancões intemporais ... porquê?

... porque nem só de fado vive a alma da poesia portuguesa ...

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Tenho vindo a publicar letras (de autores que já partiram) sem indicação de intérpretes ou compositores na esperança de obter informações detalhadas sobre os temas.
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: por falta de informação nem sempre são mencionados os criadores dos temas aqui apresentados.
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A ceia de Alcochete

Maria Manuel Cid / Alberto Costa *fado dois tons*
Repertório de António de Noronha

Encostado na boleia
Da minha velha charrete
Fui a trote para a ceia
Do Morgado de Alcochete

O branco luar brilhava 
Nas folhas dos olivais
E o meu cavalo saltava 
Da negrura dos varais

Apertei os alamares 
Aconcheguei a samarra
E fui lembrando os cantares 
Que me ensinou a guitarra

Chegado que fui à porta 
Corri a cantar o fado
E voltei já noite morta 
Farto de vinho e cansado

Foi a custo que saltei 
P'rá minha velha charrete
E a passo que voltei 
Do palácio de Alcochete