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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Madrugada de Alfama

David Mourão Ferreira / Alain Oulman
Repertório de Amália


Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
Mas ela, de tão estouvada
Nem sabe como se chama

Mora numa água-furtada / Que é a mais alta de Alfama
E que o sol primeiro inflama / Quando acorda à madrugada;
Mora numa água-furtada

Que é a mais alta de Alfama

Nem mesmo na Madragoa / Ninguém compete com ela
Que do alto da janela / Tão cedo beija Lisboa

E a sua colcha amarela / Faz inveja à Madragoa
Madragoa não perdoa / Que madruguem mais do que ela;
E a sua colcha amarela
Faz inveja à Madragoa

Mora num beco de Alfama / E chamam-lhe a madrugada
São mastros de luz doirada / Os ferros da sua cama

E a sua colcha amarela / A brilhar sobre Lisboa
É como a estatua de proa / Que anuncia a caravela;
A sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa