As 5.170 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores !!!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
<> POR FAVOR, alerte-me para qualquer erro que encontre <>
<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Por motivos alheios à minha vontade, o motor de busca nem sempre responde satisfatóriamente *

* A seleção alfabética é da responsabilidade da blogspot !!!
* Caso necessite de ajuda envie a sua mensagem para: fadopoesia@gmail.com *
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Lisboa cidade

Letra e musica de Lima Brumond
Repertório de Linda Leonardo

Lisboa cidade onde vivo a pressa constante de sobreviver
Que habito, percorro e acabo por não chegar a conhecer
São casas, pessoas e ruas, u
m mendigo a esmolar num portal
E uma bica tomada a correr antes de ir trabalhar

E o tempo a passar sem haver
Um momento a parar, reflectir e pensar
O almoço comido de pé
Apressado também, quase sem mastigar
A conta que passa da conta
O dinheiro que não dá p’ra nada
E o olhar que deixamos na montra
Fica à espera da nova mesada

Lisboa cidade de tédio com as suas sete colinas veladas
Tem lágrimas em cada prédio, nas vidraças dependuradas
E o povo disfraça o cansaço com o mesmo sorriso falso queo anima
E tropeça o seu passo ligeiro ao virar cada esquina

E o tempo a passar sem haver
Um momento a parar, reflectir e pensar
E quando acaba o trabalho
O regresso p’ra casa, o transporte, o jantar
E quando a Lisboa adormece
A certeza que ela nos deixou
É de haver amanhã outro dia
P’ra viver, igual ao que acabou