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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Banco de jardim

António Vilar da Costa / Arlindo Carvalho 
Repertório de Emílio dos Santos 

De bibes e laços brincamos os dois
Ao saír da escola, tu esperavas por mim
E o primeiro beijo, trocamos depois
No banco velhinho daquele jardim

Tuas loiras tranças, meus negros cabelos
Já se vão tornando pálido marfim
Num sorriso triste, lembro sempre ao vê-lo
O banco velhinho daquele jardim

Meu saudoso banco de outras mocidades
Alquebrado e velho como os meus avós
Companheiro franco das minhas saudades
És fiel espelho do que somos nós

Já o tempo ingrato lhe mudou a cor
Só não muda o rumo da paixão em mim
'inda nos sentamos a falar de amor
No banco velhinho daquele jardim

Mais tarde, chorando nossas mocidades
Quando a nossa história fôr chegando ao fim
Vamos concerteza desfolhar saudades
No banco velhinho daquele jardim