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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado de um tempo incerto

Letra e música de Carlos Leitão
Repertório do autor

Deixa toda a razão em que te quis
Porque ela morrerá sem te encontrar
Mesmo que o tempo seja o que se diz
O dia vai passar, mas devagar

E eu que era triste, assim serei
Um dia que é de chuva sem o ser
E assim tu não quiseste o que te dei
E tudo se repete sem viver

Sem hora, sem resposta, sem saída
Suspira a solidão reinventada
Se o tempo vai esperar, eu digo à vida
Que só tu vais chegar, de madrugada

Se o tempo não esperar, eu digo à vida
Que já não há razões na madrugada
Em vez de nós os dois, a despedida
Será a porta aberta para a chegada;
Se o tempo não esperar, eu peço à vida
Mais tempo para esperar a madrugada