Ary dos Santos / José Mário Branco e José Afonso
Repertório de Carlos do Carmo
Anda depressa ó Elvirinha / Já chegou a camioneta
Pega na ceste e vem asinha / Vamos é pôr-nos na alheta
O pão-de-ló não dispenso / Nem o arroz de cabidela
Não há quem faça um farnel tão bom
Não há mulher como ela
Vem passear Elvirinha, vem / Tens um lugar á janela
Portugal que eu desconheço / Em permanente excursão
No caminho em que tropeço / É que eu meço a solidão
Solidão de andar parado, ai / Sou um motor em viagem
Será que vem? Será que vei? / É só questão de embraiagem
Anda Elvirinha, anda meu bem / Segura na melancia
Se não te importas traz-me também / O arroz doce da tia
Não te esqueças da mantinha / Nem do banco desdobrável
Traz Elvirinha, traz a sombrinha
Que o campo é descapotável
Ai Elvirinha, traz a sombrinha / Que o tempo está variável
Portugal que eu desconheço / Em permanente excursão
No caminho em que tropeço / É que eu meço a solidão
Anda Elvirinha p’ra camioneta / Já vejo a nossa comadre
E mais a outra da roupa preta / Que é irmã do senhor padre
Temos bela companhia / Que excursão tão porreirinha
Mas o que é isto? a tua tia? / Não disseste que não vinha?
Se for com ela estraga-se o dia / Volta p’ra casa Elvirinha
Não vou á bola com a tua tia / Ficas em casa Elvirinha
Ficas comigo Elvirinha / Vamos p’ra casa Elvirinha
Ai que domingo, Elvirinha