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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Fui de viela em viela

Guilherme Pereira da Rosa / Alfredo Duarte *fado cravo*
Repertório de Alfredo Marceneiro 

Fui de viela em viela
Numa delas dei com ela
E quedei-me enfeitiçado
Sob a luz dum candeeiro
Estava ali o fado inteiro
Pois toda ela era fado

Arvorei um ar gingão
Um certo ar fadistão / Que qualquer homem assume
Pois confesso que aguardei
Quando por ela passei / Ao convite do costume

Em vez disso, no entanto
No seu rosto só vi pranto / Só vi desgosto e descrença
Fui-me embora amargurado
Era fado, mas o fado / Não é sempre o que se pensa

Ainda recordo agora
A visão, que ao ir-me embora / Guardei da mulher perdida
A pena que me desgarra
Só me lembra uma guitarra / A chorar penas da vida