... e porque nem só de fado vive a alma portuguesa ...

*encontrará neste blogue letras de algumas canções intemporalmente belas que merecem ser perpetuadas*
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Tenho vindo a publicar letras (de autores que já partiram) sem indicação de intérpretes ou compositores na esperança de obter informações detalhadas sobre os temas.
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: por falta de informação nem sempre são mencionados os criadores dos temas aqui apresentados.
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O1/01/2026 <> 8.070 letras publicadas <> 4.625.000 VISITAS

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Loucos de Lisboa

João Monge / João Gil
Repertório da Ala dos Namorados


Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro, lá cravava
A bica… ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Um gesto que podia ser de amor
Sorria… e ao partir agradecia

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar


Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava… como artista principal

Compramos a entrada p'rá sessão
Pra ver tal personagem no ecran
O rosto maltratado era a razão
De ele… não aparecer pela manhã

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco… a fazer-lhe companhia

É sempre a mesma pose o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar
Beijinhos… às meninas que passeiam