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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.530 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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O castanheiro

João de Vasconcellos e Sá / António Pinto Basto
Repertório de António Pinto Basto

No cimo daquele outeiro
Debruçado, um castanheiro
Morre de sede e fadiga
Erguendo os braços ao vento
Dando a visão do tormento
Sobre uma rocha inimiga

Perdeu as folhas, coitado
Tão sequinho, tão mirrado / Fogem dele os passarinhos
Pois mesmo em noites suaves
Não pode abraçar as aves / Nem pode embalar os ninhos

E um ramo de hera viçosa
Que vive, sempre amorosa / Ao velho troco segura
Abraça o pobre velhinho
Cada vez com mais carinho / Cada vez com mais ternura

Ó hera que não dás flor
Teu coração, para amor / Deve ser igual ao meu
Singela planta que eu amo
Jamais se esquece do ramo / Onde uma vez se prendeu