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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo brasileiro* 1921/1997
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Sextilhas soltas

Delfim da Silva / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de Joaquim Silveirinha

A voz do fado é tão calma

Na sua terna expressão
De amor ciúme e desdita
Que põe delícias na alma
E deixa no coração
Uma tristeza infinita

Porta-voz de singeleza
O fado que eu canto e louvo / Sempre um amigo há-de ter
No coração da pobreza
Porque ninguém como o povo / Sabe cantar e sofrer

O fado triste e amoroso
É saudade que se canta / É pranto que ganha voz
Por um condão misterioso
Sai a cantar da garganta / Mas chora dentro de nós

Versos ao fado são flores
De um ramo que dia a dia / Tem sempre perfume novo
São rosas que os trovadores
Atiram com alegria / Para o regaço do povo