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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.520 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Fado do amanhã

Vasco de Lima Couto / Alfredo Duarte *lembro-me de ti*
Repertório de João Braga 

Quando todos no cais, com lágrimas de sol
Acenarem os lenços como pombos esguios
E tu, ansiosamente, procurares os meus olhos
Hás-de encontrá-los secos, abismados e frios

Verás neles a hora duma escada vazia
Às cinco da manhã dum Outono qualquer
E verás os soluços que a varanda prendeu
E tudo o que fui eu para o tempo crescer

Vingarei o silêncio com o mesmo silêncio
Deixando a minha dor a um canto da amurada
Pois como tu, terei de começar de novo
A alegria que um dia partiu de madrugada