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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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A deusa da minha rua

João Faraj / Newton Teixeira
Repertório de António Zambujo

A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma-se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscar

Minha rua não tem graça
Mas quando por ela passa / Seu vulto que me seduz
Ah... ruazinha modesta
È uma paisagem de festa / È uma cascata de luz

Na rua uma poça d’água
Espelho da minha mágoa / Transporta o céu para o chão
Tal qual o chão da minha vida
Minha alma comovida / E o meu pobre coração

Espelho da minha mágoa
Meus olhos são poças d’água / Sonhando com seu olhar
Ela è tão rica e eu tão pobre
Eu sou plebeu e ela è nobre / Não vale a pena sonhar