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As 5.440 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os
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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo
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Disfarce

Motes de Carlos Conde e Marco Oliveira  / Glosas de Marco Oliveira  / Filipe Pinto *fado meia noite*
Repertório de Marco Oliveira com António Rocha 

Eu já não sei o que sinto 
Cada vez que falam dela
É um ódio que eu consinto 
Que venha esperar por ela

Falam d’amor e desminto / Quase tudo foi em vão
Mas se volta a solidão / Eu já não sei o que sinto

Às vezes é um disfarce 
O ódio que a gente sente
É a saudade a lembrar-se 
De quem se esquece da gente

Há quem queira mascarar-se / Com risos de felicidade
O riso não tem verdade / Às vezes é um disfarce

Já chorei e foi por ela / Que tão cedo m’esqueceu
E digo; pra mim morreu / Cada vez que falam dela

Quem me vê, sabe que minto / Se eu disser que não estou triste
Mas aquilo que persiste / É um ódio que eu consinto

Quando o amor se mostra ardente / Não julgues ter mais valor
Às vezes tem mais amor / O ódio que a gente sente

Às vezes, o criticar-se / Alguém a quem se quis bem
Não é ódio nem desdém / É a saudade a lembrar-se

Há sempre alguém que vê nela / Tristeza como a ninguém
Há-de sentir o desdém / Que venha esperar por ela

Tudo é simples e aparente / Mas a maior crueldade
É nós sentirmos saudade / De quem se esquece da gente