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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Triste sina

Nóbrega e Sousa / Jerónimo Bragança
Repertório de Amália

Mar de mágoa sem marés
Onde não há sinal de qualquer porto
De lés a lés o céu é cor de cinza e o mundo desconforto
No quadrante deste mar que vai rasgando
Horizontes sempre iguais à minha frente
Há um sonho agonizando, lentamente, tristemente

Mãos e braços, para quê?
E para quê, os meus cinco sentidos?
Se a gente não se abraça e não se vê, ambos perdidos
Nau da vida que me leva naufragando em mar de treva
Com meus sonhos de menina... triste sina

Pelas rochas se quebrou
E se perdeu a onda deste sonho
Depois ficou uma franja de espuma a desfazer-se em bruma
No meu jeito de sorrir ficou vincada
A tristeza, de por ti não ser beijada
Meu senhor de todo o sempre, sendo tudo, não és nada