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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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As 5.845 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Camponês de cantigas

Mário Raínho / Popular *fado menor*
Repertório de Rodrigo

Sou camponês de cantigas
Neste campo de ervas bravas
Pesam-me tanto as fadigas
E a semente das palavras;
Sou camponês de cantigas
Escravo das minhas palavras

É ao sol do meio-dia / Quando o calor é maior
Que rasgo o chão da poesia / P’ra semear o amor
Esse amor que ainda um dia
Há-de acontecer em flor

Vou ao arado da esperança / Com esta fé renovada
Esta fé que se não cansa / Em cada nova alvorada
Levo sonhos de criança
Semeio sonhos, mais nada

O que é preciso é coragem / De estar vivo e de cantar
Desbravar toda a paisagem / Para o amor ter lugar
Sou camponês em romagem
Neste campo singular

Sou camponês do amor / Neste chão onde caminhas
D’onde arranquei com suor / Cardos e ervas daninhas
Foi Deus quem assim me fez
Simplesmente camponês

Dizer adeus

Frederico Valério / Anibal Nazaré
Repertório de Helena Tavares

Dizer adeus custa tanto
Nem tu amor sabes quanto 
Se a gente gosta d’alguém
Nesta ansiedade / Quem parte leva saudade
Mas na verdade / Quem fica saudades tem

Dizer adeus, que tristeza
Meu coração chora e reza / Mas não te peço piedade
Tu vais partir, fiquei triste
Meu coração não resiste / Quero dizer-te a verdade
Podes partir sem tem dó
Porque eu amor nao estou só / Ficou comigo a saudade

Tu já lá vais p’lo mar fora
Se agora minh’alma chora
Mais hei-de sofrer depois
Sei que me adoras / Mas tu és homem, não choras
Se te demoras / Deixa-me chorar p’los dois

E olhando as ondas do mar
Eu fico inquieta a rezar / Ao Deus em que tu não crês
Ao Deus do céu, verdadeiro
E peço ao mar traiçoeiro / Que emende o mal que me fez
Meu amor não desespera
Meu coração fica à espera / Que o mar te traga outra vez


Fado da consagração

Guilherme Perera da Rosa / Frederico Valério
Repertório de Fernanda Maria
Também gravado com o título *O fado*

O fado, fado nascido em Lisboa
É voz de pena que soa
Mágoa que do peito vem
O fado é bairro velho que chora
Alfama que se enamora
E conta o amor que tem

O fado é canto de feiticeiro
É Alfredo Marceneiro // É um dom, uma expressão
E é fado, guitarra que nos murmura
Tudo aquilo que perdura // Bem dentro do coração
Ao fado Lisboa diz o que sente
Vai nela a alma da gente
Pois é ele o seu condão

O fado, fado que invade a cidade
É nostalgia, saudade // Mal e bem, sorte e azar
O fado, é rumo de caravelas
E somos nós e são elas // Que andamos a namorar

O fado, é moda da nossa gente
O passado e o presente // O porvir, esse também
Pois fado é este jeito, esta briga
De chorar numa cantiga // Um amor, tudo e ninguém
E é fado, aquele encanto profundo
Que vai daqui pelo mundo
E que ao mundo soa bem

Fado nosso

Carlos Conde / Popular *fado mouraria*
Repertório de Alfredo Duarte Júnior

Deixar de cantar não posso
O fado, com altivez
Porque o fado é muito nosso
Porque é muito português
Canto com amor profundo / Com afecto sem igual
E mostro orgulhoso ao mundo / A canção de Portugal
Eu bem sei que há mais canções / De sentimento e valor
Mas os nossos corações / Sentem o fado melhor
Por isso o fado que brilha / Nesta alma portuguesa
Tem não sei, que maravilha / E tem não sei, de riqueza
Sempre o fado há-de existir / Enquanto houver ao luar
Uma alma p'ra sentir / E um coração para amar
Digo por forma altruista / A quem do fado maldiz
Sou cantador e fadista / Para honrar o meu país
Portugal, ó meu tesoiro / Chamam-te pequeno e pobre
Vale mais de que o teu oiro / A tradição que te move

Estas mãos que te dou

Fernando Campos de Castro / Alfredo Duarte *menor-versículo*
Repertório de Filomeno Silva *ao vivo*

Vê as mãos que aqui te dou, brancas e nuas
Tão cansadas e tão frias, quão distantes
Mas que sonham agarrar ainda as tuas
Com a mesma lucidez que tinham antes

Estas mãos que já respiram despedida
Tão marcadas em delírios sobre a pele
São farrapos das estrelas duma vida
Que ficou de ti em mim, tão fria e breve

Mãos que acendem cada dia de lonjura
P’ra poder guardá-lo em mim uma só vez
Nesta doce solidão quase loucura
Que a tua eterna ausência de mim fez

Vê as mãos que aqui te dou como desvelos
Que se quebram com acenos d’ansiedade
Estas mãos com que desprendo os teus cabelos
E o teu corpo de mil sedes e saudade

Quadras gordas

José Luís Gordo / Popular *fado das horas*
Repertório de Duarte (ao vivo)

Fiz do teu corpo, um navio
Fiz do teu mar, o meu chão
Fiz dos meus olhos, um rio
Fiz desse rio, solidão

Toodos os olhos me seguem / Todas as bocas me gritam
Já quase todos me negam / Já quase todos me agridem

Do amor mais nada resta / Que esta saudade incontida
Nosso amor foi uma festa / Nossa entrada proibida

Amor louco, amor de mim / Amor que foi de repente
O nosso amor foi assim / Amargou dentro da gente

Meu amor, a primavera / Acabou, já não há verde
Meu amor, na longa espera / Morre o meu corpo de sede

Derrocada de um sonho

Armando Coutinho Dias / José António Silva *fado bacalhau* 
Repertório de Manuel de Almeida 
Também gravado com os títulos *Alegria perdida* e Sonho desfeito*

Tanta alegria perdida
Tantos anos afinal
Vividos inutilmente
Surgiste na minha vida
Para a tornares infernal
P'ra me matares lentamente

Meu coração enganou-se
Ao sonhar com o porvir
Muito feliz e risonho
O sonho desmoronou-se
E é triste a gente assistir
À derrocada dum sonho

Vivo cantando e sofrendo
Sem me poder libertar
Deste viver infernal
Eu não sei, não compreendo
Como é possível gostar
De quem nos faz tanto mal

Menina Lisboa

Francisco Radamanto / Martinho d’Assunção *fado faia*
Repertório de Anita Guerreiro

Lisboa é certa menina
Que tem por sina uma canção
Trabalha, canta, nas sofre
E faz seu cofre no coração

De manhã lá vai à vida / 
Toda garrida como é seu lema
Deixando p’lo seu caminho / Um bom cheirinho a alfazema

Vem d'Alfama, desce a Graça
E onde ela passa, passa a alegria
Que esta vida é uma cantiga
De rapariga da Mouraria
P'rás suas pernas ligeiras
Não há canseiras, tudo é um salto
Lá vem menina Lisboa
Da Madragoa, do Bairro Alto

E à noite, no bailarico
Há sempre um Chico todo garboso
Que se um beijinho lhe apanha
Que coisa estranha, fica baboso

Menina Lisboa adora / 
Por alta hora, bailar, cantar
Mas mal desponta a manhã / Fresca e louçã vai trabalhar

Vós todos por minha fé
Sabeis quem é esta menina
Que tem cravos à janela 
E é tão bela como ladina

Há milhentas iguaizinhas / São alfacinhas sorrindo (?) à toa
Há uma em cada recanto / Supremo encanto desta Lisboa

Um fado apenas por mim

Fernando Peres / Casimiro Ramos *fado oliveira*
Repertório de Fernanda Maria

Um fado apenas por mim
Saudade feita de mágoa
Alma de noites cerradas
É sina sofrer assim
Sempre d’olhos rasos d’água
Remorsos de madrugadas

O mal que a sudade faz / Se o amor morre num beijo
É sonho sempre desfeito
Promessa que o vento táz / Na alma doutro desejo
Que já não cabe no peito

Não peço mais nada à vida / Ilusão, sonho perdido
Começo que não tem fim
Encontro em noite perdida / O ciúme arrependido
Um fado apenas por mim

Foi em Lisboa

Letra e música de António Mestre
Repertório de Tony de Matos

Passei por ti talvez mil vezes
Na paraia, na rua, ou num café
Na Carioca em Ipanema
Ou talvez fosse em São Paulo, na Sé

Mas foi em Lisboa que te encontrei
Sem saber como me apaixonei
Foi no Machado, cantando o fado
Que num trinado me declarei

Beijei-te os olhos… Fado menor
Beijei-te a boca… Fado maior
Louco perdido… Fado corrido
E foi assim que descobri o amor

Trica trica mexerico

Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes
Repertório de Maria Armanda

Disse-me a minha vizinha / Que a prima da tia dela
Que é amiga da sobrinha / Que tem um genro na Estrela
Não tem juízo na pinha 
Passa os dias à janela

Mexerico mexilhão / Mexe, mexe, sem sentido
Deixa tudo remexido / Remexendo a confusão
Mexerico manjerico / Palavra que voa, voa
Dizendo coisas à toa 
Quando ninguém tem razão
Trica, trica, triquetraque / Porque torna e porque deixa
Mexerico disparate / Onde a boca se desleixa
Mexerico mexilhão / Mexe, mexe, sem sentido
Deixa tudo remexido
Remexendo a confusão

Sabias que a locutora / Que está na televisão
Já tem outro?... sim senhora / Ou é António ou João
Se é maricas?... ora, ora
Já se não sabe quais são

Dizem que o gordo que foi / Às festas de Santo Isidro
Tem a testa que lhe dói / Quem tem telhados de vidro
É que sabe como dói 
Vê lá tu se faz sentido

Quanto mais olho p’ra ti

Castro Infante / Fontes Rocha *fado Isabel*
Repertório de Francisco Martinho

Quanto mais olho para ti
Meu amor, mais de ti gosto
Que coisas eu descobri
Esta noite no teu rosto

Olhos negros pele morena / Que é a mais bonita cor
Boca rosada pequena / A lembrar beijos de amor

Esses olhos de veludo / Nessa cara descarada
Quantas vezes dizem tudo / Sem que a boca diga nada

Que coisas eu descobri / Esta noite no teu rosto
Quanto mais olho para ti / Meu amor, mais de ti gosto

Gotas de fado

Letra e músia de Custódio Castelo
Repertório de Tereza Carvalho

Que gotas são estas, meu bem
Que em meu desgosto se aguçam
São mágoas e choros de alguém
Que gritam sonhos de ninguém
E que em minh’alma se cruzam

Serão olhares perdidos
Nos olhos de um ser diferente
Ou serão sonhos vencidos
Num ser que já não sente

Desejo ter um navio
Que atravesse o mar e o frio
E me cale a solidão
Que gela o meu coração

Dor e loucura

João da Mata / Georgino de Sousa
Repertório de Manuel de Almeida
Gravado por alcindo de Carvalho com o título *Momentos impiedosos*

Dos momentos impiedosos
Que escurecem o deserto
Do meu torturado peito
Há dois que são dolorosos
De manhã, quando desperto
Á noite, quando me deito

É que nesses dois momentos
Tenho á força que te ver / 
E lembrar o que foi nosso
Revolvo mil pensamentos
E luto para esquecer / 
Mas francamente não posso

Nos domínios da loucura
Brilha o fogo numa crença / 
Que nos persegue veloz
Não há maior desventura
Que sentirmos a presença / 
De quem está longe de nós

Pensa em nós dois

Fernando Girão / Fernando Freitas *fado marinho
Repertório de Tãnia Oleiro

Não sei se a paixão foi tão intensa
Não sei se a culpa é tua ou é minha
Só sei que agora choro a tua ausência
Pior que o choro, é também chorar sozinha

Na rua da saudade, agora vivo
E pouco a pouco, enlouqueço em segredo
Às vezes eu te sinto aqui na cama
E agarrada ao teu pijama
Eu engano os meus medos

Tudo mudou para mim
Depois que tu te foste embora
Nada é igual a ti
É tão diferente o meu agora

Pensa em nós dois, o que foi o nosso mundo
Pois é belo e profundo
O que juntos construímos
Pensa em nós dois, pois um erro tem emenda
E assim talvez aprendas
Que o nosso amor é o destino

Lisboa ao entardecer

Rogério Oliveira / Jan Tyszhiewecz
Repertório de Natalino de Jesus e Lenita

Lenita
Abraça-me bem, bem junto a mim
Que hoje eu não posso estar longe de ti
E olhos nos olhos, presta atenção
Para ver se ouves o meu coração

Natalino
Oiço o que diz, faz-me feliz
Saber que tudo o que sinto, condiz
Haja o que houver não vou esquecer
Este passeio por Lisboa ao enterdecer

Lenita
Quero morar nos teus olhos
Mil malmequeres eu desfolho
Para que saibas que quero ser tua

Natalino
Então vem comigo, que contigo
Quero-me perder para sempre, amor
Enquanto em Lisboa amanhecer

Lenita e Natalino
E os dois unidos pelos sentidos
Vamo-nos perder para sempre, amor
Enquanto em Lisboa amanhecer




Ser pequenino

Mote de Linhares Barbosa / Glosa de José Pereira / Popular *fado menor*
Repertório de Narciso Reis

É tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós

Nunca me sai da lembrança
Os meus tempos de menino
Quem me dera ser criança
É tão bom ser pequenino

Viver a vida feliz
Longe da velhice atroz
Ai que bom que é ser petiz
Ter pai, ter mãe, ter avós

Desconhecer desenganos
Neste mundo libertino
E apenas com alguns anos
Ter esperança no destino

Ter de novo aquela idade
Que passa a correr veloz
Ter saúde e mocidade
E ter quem goste de nós

É melhor assim

António Rocha / Franklim Godinho
Repertório de Pedro Galveias

Foi bom enquanto durou
A paixão que houve entre nós
Mas a paixão acabou
Hoje estamos melhor sós

Não foi amor de raíz / A força que nos juntou
Por sisso, cmo se diz / Foi bom enquanto durou

Vivemos uma aventura / Que se tornou um algoz
Pois foi sol de pouca dura / A paixão que houve entre nós

Foi triste a realidade / Que o destino nos traçou
Sonhamos feliciade / Mas a paixão acabou

Pode ficar a amizade / Pesando contras e prós
Eu acho que na verdade / Hoje estamos melhor sós

Não digas a ninguém

Carlos Plácido / Martinho d’Assunção *alexandrino do professor*
Repertório de Gil Costa

Não digas a ninguém que me viste passar
A cavalgar no vento no meio da tempestade
A desenhar palavras, para poderes contar
Às crianças que choram no ventre da saudade

Eu sei que o teu silêncio não é feito de medo
Uma boca fechada não é folha caída
Os sábios não são deuses, mas sabem o segredo
Daquilo que nós fomos e seremos, na vida

Não digas a ninguém, não vão acreditar
Que ao passar por aqui, deixei uma flor
Para aquele menino que vive a procurar
Um mundo onde os poetas possam falar d’amor

Altar do fado

Armando Costa / Alfredo Duarte Marceneiro
Repertório de Gil Costa

Não tem ninguém, a Ti Rosa
Vive ali triste e sozinha
Num silêncio amargurado
Nem a guitarra chorosa
Voltou à tasca velhinha
Que foi um altar de fado

Na curva da estrada velha
Onde havia a Quinta Grande / Dos fidalgos de Sabóia
Era do fado a centelha
E os fadistas desse tempo / Iam para ali de tipóia

Na parede, umas faianças
Um pampilho, uma guiseira / Mais um ferro do Pedrosa
São tudo gratas lembranças
A bailar entre saudades / Das saudades da Ti Rosa

À meia-luz da janela
Passa os dias a lembrar / Os descantes do passado
Já ninguém se lembra dela
Da sua tasca velhinha / Que foi um altar de fado

Arrependida

Letra e música de João Dias Nobre
Repertório de Fernanda Batista

Se a mulher adivinhasse
Ao que a vida se resume
Talvez que nunca chorasse
Por amor e por ciúme

Por amor, ama-se agora
Mais tarde tudo se esquece
Quase sempre a gente chora
Por alguém que o não merece

Arrependida… vivo agora do passado
Arrependida… do que passei a teu lado
Arrependida… eu p’ra sempre viverei
Desiludida… pelo muito que chorei

Chorei de felicidade
Depois, por tua indiferença
Mais tarde com a saudade
Chorei de dor e descrença

Mas hoje os tempos mudaram
Não chorar, já consegui
Porque os meus secaram
De tanto chorar por ti

Balada ao meu amor

Rodrigo da Costa Félix / Fontes Rocha
Repertório de Rodrigo da Costa Félix

Chegaste vestida de estrelas
Sonhei-te despida de nadas
Entraste e abriste as janelas
Que julgava há muito fechadas

Olhaste sem ver que te olhava
Com medo de te despertar
Deixei de sentir onde estava
Parei p’ra te ouvir respirar

Dos olhos a luz apaguei
Deixei-me guiar p’los teus
Abri as mãos, tudo entreguei
E agora os teus sonhos são meus

Deixei as palavras cansadas
De contar-te a Deus e ao mundo
Sonhei-te despida de nadas
Amei-te vestida de tudo

Cavalito

Armando Costa / Popular
Repertório de Gil Costa

Sou duma aldeia raiana / Do Baixo Alentejo além
Vim à luz numa cabana / Sem carinhos de ninguém

Sem carinhos de ninguém / Que vida triste e magana
Do Baixo Alentejo além / Sou duma aldeia raiana

Meu pai tinha um cavalito / Mais veloz que a ventania
De Ficalho até Alvito / Nunca mais ninguém o via

Nunca mais ninguém o via / Para lá do infinito
Mais veloz que a ventania / Meu pai tinha um cavalito

A cigarra canta o fado / Ao aloirar das espigas
Dorme a sesta no montado / Sonhando novas cantigas

A formiga, essa é que não / Mal rompe o sol maneirinho
Lá vem granjeando o pão / Às voltas pelo caminho