Letra e música de Sérgio Godinho
Repertório do autor
A princípio é simples, anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho;
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado, que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo;
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se, come-se e alguém nos diz: Bom proveito;
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso, por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja;
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio;
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa;
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Os campos da minha terra
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
É tão linda, tão bonita
Em Abril a minha terra
Toda a natureza grita
Essa fecunda beleza;
Que em Abril a natureza
Semeia do vale à serra
E quanto o olhar alcança
Até onde a vista se perde
Tudo é da cor da esperança
Nesse mar de trigo verde
Só aqui, ali espalhadas
No verde de vários tons
Dispersas, disseminadas
As papoilas encarnadas
Lembram manchas de batons
Tanta beleza que salta
Por todos os campos fora
Só agora me faz falta
Só agora, só agora
Vejo que a esteva bravia
Só vive feliz na serra
Na cidade se atrofia
Talvez pela nostalgia
Dos campos da sua terra
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
É tão linda, tão bonita
Em Abril a minha terra
Toda a natureza grita
Essa fecunda beleza;
Que em Abril a natureza
Semeia do vale à serra
E quanto o olhar alcança
Até onde a vista se perde
Tudo é da cor da esperança
Nesse mar de trigo verde
Só aqui, ali espalhadas
No verde de vários tons
Dispersas, disseminadas
As papoilas encarnadas
Lembram manchas de batons
Tanta beleza que salta
Por todos os campos fora
Só agora me faz falta
Só agora, só agora
Vejo que a esteva bravia
Só vive feliz na serra
Na cidade se atrofia
Talvez pela nostalgia
Dos campos da sua terra
A minha 5ª sinfonia
Pedro Bandeira / Paco Bandeira
Repertório de Paco Bandeira
Quando me lembro quem eras
Desse corpo que foi nosso
Desse amor que não deu certo
Era o tempo das quimeras
Das palavras em silêncio
Quando o mais longe era perto
Tinhas nos olhos a esperança
Os desejos de aventura
As ilusões que eram minhas
Nos momentos de ternura
Tinhas nos seios a graça
Das primaveras que tinhas
E foste a música que em mim ficou
Quando a distância nos fez separar
Ando louco para te encontrar
Foste a quinta sinfonia
Fuga da nossa verdade
Sonata tocada em mim
Foste o meu sol afinado
Neste samba de saudade
Vinícios, Nara e Jobim
Foste verso de balada
Foste pintura abstrata
Meu bolero de Ravel
Foste música sonhada
Uma canção de Sinatra
Com um poema de Brel
Foste estrela de cinema
Minha dama de Xangai
Hiroshima meu amor
A minha grande ilusão
Eras fúria de viver
Quanto mais quente melhor
Grande amor da minha vida
Senso, silêncio, paixão
Bunüel, Fellini, Trufaud
Foste Luzes da Ribalta
Música no coração
E Tudo o Vento Levou
E és ainda o que me faz sentir
Dentro da vida p’ra te cantar
Ando louco para te encontrar
Repertório de Paco Bandeira
Quando me lembro quem eras
Desse corpo que foi nosso
Desse amor que não deu certo
Era o tempo das quimeras
Das palavras em silêncio
Quando o mais longe era perto
Tinhas nos olhos a esperança
Os desejos de aventura
As ilusões que eram minhas
Nos momentos de ternura
Tinhas nos seios a graça
Das primaveras que tinhas
E foste a música que em mim ficou
Quando a distância nos fez separar
Ando louco para te encontrar
Foste a quinta sinfonia
Fuga da nossa verdade
Sonata tocada em mim
Foste o meu sol afinado
Neste samba de saudade
Vinícios, Nara e Jobim
Foste verso de balada
Foste pintura abstrata
Meu bolero de Ravel
Foste música sonhada
Uma canção de Sinatra
Com um poema de Brel
Foste estrela de cinema
Minha dama de Xangai
Hiroshima meu amor
A minha grande ilusão
Eras fúria de viver
Quanto mais quente melhor
Grande amor da minha vida
Senso, silêncio, paixão
Bunüel, Fellini, Trufaud
Foste Luzes da Ribalta
Música no coração
E Tudo o Vento Levou
E és ainda o que me faz sentir
Dentro da vida p’ra te cantar
Ando louco para te encontrar
Saudades são o conforto
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Saudades são o conforto
Dum passado que já morto
À vida rouba vontade
A mão do tempo caída
Mata tudo que tem vida
Só dá mais vida à saudade
Como uma folha caída
Nas asas do vento à toa
Que já morta toca o chão
A saudade é a batida
No peito duma pessoa
Dos tempos que já lá vão
Quando os anos festejamos
No dia da nossa data
Tão loucos nem nos lembramos
Que é o tempo que nos mata
Recordar é conduzir
O que é passado ao presente
É lembrar, não é sentir
E quem tem saudades sente
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Saudades são o conforto
Dum passado que já morto
À vida rouba vontade
A mão do tempo caída
Mata tudo que tem vida
Só dá mais vida à saudade
Como uma folha caída
Nas asas do vento à toa
Que já morta toca o chão
A saudade é a batida
No peito duma pessoa
Dos tempos que já lá vão
Quando os anos festejamos
No dia da nossa data
Tão loucos nem nos lembramos
Que é o tempo que nos mata
Recordar é conduzir
O que é passado ao presente
É lembrar, não é sentir
E quem tem saudades sente
Lisboa sou rio e beijo
Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Lisboa sou rio e beijo
A orla da tua saia
Dou pelo nome de Tejo
E nasci para lá da raia
Eu cidade me confesso
Presa da tua ternura
És o mais garboso adereço
Do meu bragal de ventura
Venho de longe cidade
Descansar em teu regaço
Sinto a força da saudade
Na força com que te abraço
Em voz doce marulhada
Oiço-te risos e mágoas
E me contemplo enlevada
No cristal das tuas águas
Das tuas sete colinas
Vem Lisboa, desce à praia
Beijo as tuas mãos divinas
Com afagos de cambraia
Desço já meu Tejo amigo
Pois também tenho saudade
De falar a sós contigo
Da nossa eterna amizade
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Lisboa sou rio e beijo
A orla da tua saia
Dou pelo nome de Tejo
E nasci para lá da raia
Eu cidade me confesso
Presa da tua ternura
És o mais garboso adereço
Do meu bragal de ventura
Venho de longe cidade
Descansar em teu regaço
Sinto a força da saudade
Na força com que te abraço
Em voz doce marulhada
Oiço-te risos e mágoas
E me contemplo enlevada
No cristal das tuas águas
Das tuas sete colinas
Vem Lisboa, desce à praia
Beijo as tuas mãos divinas
Com afagos de cambraia
Desço já meu Tejo amigo
Pois também tenho saudade
De falar a sós contigo
Da nossa eterna amizade
Coração de papelão
Paul Anka / Edgard B. Poças
Repertório José Cid
Recortaste a luz da lua
E colaste um papelão
Escreveste assim: "sou tua"
E eu fiquei nessa ilusão
Encontrei-te hoje na rua
E nem me deste atenção
Afinal qual é a tua
Coração de papelão?
Então chorei e até pensei:
Amar assim para quê?
Meu bem eu sei fingir que chorei
Sempre quis namorar com você
Sempre quis meu amor namorar com você
Se essa rua fosse minha
Eu mandava-a ladrilhar
Com o brilho dos teus olhos
Só p’ró meu amor passar
Repertório José Cid
Recortaste a luz da lua
E colaste um papelão
Escreveste assim: "sou tua"
E eu fiquei nessa ilusão
Encontrei-te hoje na rua
E nem me deste atenção
Afinal qual é a tua
Coração de papelão?
Então chorei e até pensei:
Amar assim para quê?
Meu bem eu sei fingir que chorei
Sempre quis namorar com você
Sempre quis meu amor namorar com você
Se essa rua fosse minha
Eu mandava-a ladrilhar
Com o brilho dos teus olhos
Só p’ró meu amor passar
Fado meu que é do povo
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Quero ter um fado novo
Que ande longe das vielas
Que seja meu e do povo
E que não tenha janelas
Um fado de porta aberta
Que circule em liberdade
Em busca da descoberta
Do que chamámos saudade
Porque a saudade, essa sim
Anda fugindo à idade
Que sempre circula em mim
A impor sua vontade
E o povo a que pertenço
De quem canto suas dores
Tem saudade por incenso
Quando chora seus amores
Meu fado novo esmorece
Na ânsia de novidade
Quando a saudade acontece
Nem que seja por maldade
Pus saudade em fado novo
Para lhe dar mais verdade
E ficou feliz o povo
Pelo Fado não ter idade
Meu novo fado, agradece
Este regresso amoroso
E é assim que floresce
Com saudade e a dar-nos gozo
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Quero ter um fado novo
Que ande longe das vielas
Que seja meu e do povo
E que não tenha janelas
Um fado de porta aberta
Que circule em liberdade
Em busca da descoberta
Do que chamámos saudade
Porque a saudade, essa sim
Anda fugindo à idade
Que sempre circula em mim
A impor sua vontade
E o povo a que pertenço
De quem canto suas dores
Tem saudade por incenso
Quando chora seus amores
Meu fado novo esmorece
Na ânsia de novidade
Quando a saudade acontece
Nem que seja por maldade
Pus saudade em fado novo
Para lhe dar mais verdade
E ficou feliz o povo
Pelo Fado não ter idade
Meu novo fado, agradece
Este regresso amoroso
E é assim que floresce
Com saudade e a dar-nos gozo
Maria da Fonte
Paulo Midosie / Maestro Frodoni
Repertório de Vitorino
Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação
É avante, portugueses
É avante, não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho, que primeiro
O seu grito fez soar
Repertório de Vitorino
Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação
É avante, portugueses
É avante, não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho, que primeiro
O seu grito fez soar
Quadras
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Fiz versos por fantasia
E tantas vezes sem querer
Fiz versos porque os fazia
Sem me lembrar de os fazer
Há na vida um bom motivo
Para gostar de sofrer
Quem sofre por andar vivo
Não tem pena de morrer
Não tenho medo da morte
Ou medo ou coisa parecida
Isso é bom a quem tem sorte
E pode gozar a vida
Mas a morte para mim
A quem tudo correu mal
É o descanso, é o fim
Férias grandes afinal
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Fiz versos por fantasia
E tantas vezes sem querer
Fiz versos porque os fazia
Sem me lembrar de os fazer
Há na vida um bom motivo
Para gostar de sofrer
Quem sofre por andar vivo
Não tem pena de morrer
Não tenho medo da morte
Ou medo ou coisa parecida
Isso é bom a quem tem sorte
E pode gozar a vida
Mas a morte para mim
A quem tudo correu mal
É o descanso, é o fim
Férias grandes afinal
O vai-vém do Cacilheiro
Rui Manuel / Vital d'Assunção
Repertório de Artur Batalha
Anda alegre o cacilheiro
Com uma gaivota na proa
Num Vai-vém o dia inteiro
De Cacilhas p'ra Lisboa
Casca de noz amarela
Desbravando o mar da palha
A pressa não atrapalha
A quem anda com cautela
O Cristo Rei à janela
Espreita cada passageiro
Tem rosto de marinheiro
Nascido à beira do rio;
A proa num desafio
Anda alegre o cacilheiro
Nem bota o sol de boleia
Manda piropos à lua
E diz não ser culpa sua
Quando ela aparece cheia
A ponte nem faz ideia
Da gente que se amontoa
No seu gosto, maré boa
Maré boa com coragem;
Dia a dia na viagem
De Cacilhas p'ra Lisboa
Repertório de Artur Batalha
Anda alegre o cacilheiro
Com uma gaivota na proa
Num Vai-vém o dia inteiro
De Cacilhas p'ra Lisboa
Casca de noz amarela
Desbravando o mar da palha
A pressa não atrapalha
A quem anda com cautela
O Cristo Rei à janela
Espreita cada passageiro
Tem rosto de marinheiro
Nascido à beira do rio;
A proa num desafio
Anda alegre o cacilheiro
Nem bota o sol de boleia
Manda piropos à lua
E diz não ser culpa sua
Quando ela aparece cheia
A ponte nem faz ideia
Da gente que se amontoa
No seu gosto, maré boa
Maré boa com coragem;
Dia a dia na viagem
De Cacilhas p'ra Lisboa
Esta voz que não se ouve
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Ai, perguntas que me assaltam
Ai, respostas que não tenho
E o mundo pouco se importa
Das respostas que me faltam
Das questões em que me empenho
E a ambas me fecha a porta
Meu respirar intranquilo
Na calma a que sou forçado
Vai-me oprimindo, esmagando
Tirando-me tudo aquilo
Que a alma me tinha dado
E que eu andava guardando
As palavras que me dizem
Têm o som do metal
E a temperatura do gelo
E os seus donos não se afligem
Com o discurso brutal
Que despreza o meu apelo
Dias feios, tristes horas
Da Humanidade doente
Comandada pela ciência
De mentes tão criadoras
Que se esqueceram da gente
Que sofre tanta impudência
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Ai, perguntas que me assaltam
Ai, respostas que não tenho
E o mundo pouco se importa
Das respostas que me faltam
Das questões em que me empenho
E a ambas me fecha a porta
Meu respirar intranquilo
Na calma a que sou forçado
Vai-me oprimindo, esmagando
Tirando-me tudo aquilo
Que a alma me tinha dado
E que eu andava guardando
As palavras que me dizem
Têm o som do metal
E a temperatura do gelo
E os seus donos não se afligem
Com o discurso brutal
Que despreza o meu apelo
Dias feios, tristes horas
Da Humanidade doente
Comandada pela ciência
De mentes tão criadoras
Que se esqueceram da gente
Que sofre tanta impudência
Os meus putos
Fernando Farinha / Vital d'Assunção
Repertório de Artur Batalha
Eu tenho dois putos
Pedaços de gente
Frutos dum amor
Que foi terra e seiva
Da minha semente
Eu tenho dois putos
Dois pequenos mundos
Vozes do meu canto
Canções do meu sangue
Poemas profundos
Não há no mundo, melhor
Que os dois miúdos que eu tenho
Jóias raras, muito embora
De pequenino tamanho;
Não há no mundo, melhor
Que os filhos que Deus me deu
Esses nadas que são tudo
Do nada e tudo o que é meu
Eu tenho dois putos
Dois putos tão giros
Sempre que entro em casa
Puxam de pistolas
Simulam dar tiros
Para os contentar
De morto me faço
É que no fim
Termina em mil beijos
E num longo abraço
Repertório de Artur Batalha
Eu tenho dois putos
Pedaços de gente
Frutos dum amor
Que foi terra e seiva
Da minha semente
Eu tenho dois putos
Dois pequenos mundos
Vozes do meu canto
Canções do meu sangue
Poemas profundos
Não há no mundo, melhor
Que os dois miúdos que eu tenho
Jóias raras, muito embora
De pequenino tamanho;
Não há no mundo, melhor
Que os filhos que Deus me deu
Esses nadas que são tudo
Do nada e tudo o que é meu
Eu tenho dois putos
Dois putos tão giros
Sempre que entro em casa
Puxam de pistolas
Simulam dar tiros
Para os contentar
De morto me faço
É que no fim
Termina em mil beijos
E num longo abraço
Canção do artista
Letra e música de Paco Bandeira
Repertório do autor
A gente está em praça
Porque a vida passa pelo coração
Temos confiança
Trazemos esp'rança, é o que nos dão
Trazemos ternura
P'ra quem a procura na palma da mão
E para destrunfar
Vamos começar a nossa função
Somos um circo de abraços
Palmas e fracassos, rádio e televisão
Somos a dança e o canto
O riso e o pranto, amor e paixão
Somos a chama e o drama
A trama da fama, a outra razão
Somos teatro e poema
Somos o cinema da imaginação
Quem é que se dá conta
Quando a gente aponta o dedo na ferida
Quem é que a gente encontra
Quando estamos contra no palco da vida
Quem é que nos responde
Quando a gente esconde a nossa solidão
Temos o nosso estilo
Nós somos aquilo que muitos não são
Repertório do autor
A gente está em praça
Porque a vida passa pelo coração
Temos confiança
Trazemos esp'rança, é o que nos dão
Trazemos ternura
P'ra quem a procura na palma da mão
E para destrunfar
Vamos começar a nossa função
Somos um circo de abraços
Palmas e fracassos, rádio e televisão
Somos a dança e o canto
O riso e o pranto, amor e paixão
Somos a chama e o drama
A trama da fama, a outra razão
Somos teatro e poema
Somos o cinema da imaginação
Quem é que se dá conta
Quando a gente aponta o dedo na ferida
Quem é que a gente encontra
Quando estamos contra no palco da vida
Quem é que nos responde
Quando a gente esconde a nossa solidão
Temos o nosso estilo
Nós somos aquilo que muitos não são
Esperança
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
É a esperança quem ilude
E dá força à nossa vida
Ninguém que perca a saúde
Julga a saúde perdida
O louco, por mais que o seja
Tem p’rós outros o sorriso
De quem é bom e deseja
Que o mundo tenha juízo
Na desgraça vem a esperança
Tão falsa que até à morte
Nos trata como criança
A quem prometeu dar sorte
E só no último dia
Da vida vemos então
Que a esperança era a fantasia
Da nossa imaginação
Por isso eu sinto
Quantas vezes desenganos
Tantos meses, tantos anos
Desde novo, de criança
Que a melhor sina
Prometida é menina
Que se ri da nossa vida
E brinca com a nossa esperança
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
É a esperança quem ilude
E dá força à nossa vida
Ninguém que perca a saúde
Julga a saúde perdida
O louco, por mais que o seja
Tem p’rós outros o sorriso
De quem é bom e deseja
Que o mundo tenha juízo
Na desgraça vem a esperança
Tão falsa que até à morte
Nos trata como criança
A quem prometeu dar sorte
E só no último dia
Da vida vemos então
Que a esperança era a fantasia
Da nossa imaginação
Por isso eu sinto
Quantas vezes desenganos
Tantos meses, tantos anos
Desde novo, de criança
Que a melhor sina
Prometida é menina
Que se ri da nossa vida
E brinca com a nossa esperança
Prenda de Natal
Fernanda do Carmo / Alberto Correia *fado solene*
Repertório de Artur Batalha
Minha mãe, como eu me lembro
Embora não seja igual
Dessa noite de Dezembro
A que chamamos Natal
E ainda me lembro até
Que logo p'la manhãzinha
Eu corria à chaminé
P'ra ver as prendas que tinha
Mas desde que tu partiste
O Natal perdeu a essência
Dezembro ficou mais triste
A chorar a tua ausência
E hoje, sentado na mesa
Que foi altar maternal
Tenho a dor e a tristeza
Como prenda de Natal
Repertório de Artur Batalha
Minha mãe, como eu me lembro
Embora não seja igual
Dessa noite de Dezembro
A que chamamos Natal
E ainda me lembro até
Que logo p'la manhãzinha
Eu corria à chaminé
P'ra ver as prendas que tinha
Mas desde que tu partiste
O Natal perdeu a essência
Dezembro ficou mais triste
A chorar a tua ausência
E hoje, sentado na mesa
Que foi altar maternal
Tenho a dor e a tristeza
Como prenda de Natal
Duas velas
Domingos Gonçalves da Costa / Carlos da Maia
Repertório de Isabel de Oliveira
A estrofe sublinhada a verde não foi gravada
Duas velas tremulando
Um Cristo crucificado
Numa cruz toda em marfim
A voz de alguém soluçando
Num tom dolente e arrastado
Baixinho, rezava assim
Senhor… eu sou pecadora
E quero contar-te carpindo
Como foi que me perdi
Perdi-me naquela hora
Em que ouvi alguém mentindo
Dizer-me: “gosto de ti”
E, Deus meu, acreditei
Porém, o meu sonho ledo
Sofreu um golpe cobarde
Foi quando então reparei
Que iludida assim tão cedo
Só o soubesse… tão tarde
E quero, meu bom Jesus
Contar-te, cheia de dor
O maior pecado meu
É tão grande a minha cruz
Que afinal só tenho amor
Ao homem que me perdeu
Não pude mais resistir
E não podendo esconder
Uma lágrima sentida
Chorei… pois julguei ouvir
Da boca dessa mulher
A história da minha vida
Repertório de Isabel de Oliveira
A estrofe sublinhada a verde não foi gravada
Duas velas tremulando
Um Cristo crucificado
Numa cruz toda em marfim
A voz de alguém soluçando
Num tom dolente e arrastado
Baixinho, rezava assim
Senhor… eu sou pecadora
E quero contar-te carpindo
Como foi que me perdi
Perdi-me naquela hora
Em que ouvi alguém mentindo
Dizer-me: “gosto de ti”
E, Deus meu, acreditei
Porém, o meu sonho ledo
Sofreu um golpe cobarde
Foi quando então reparei
Que iludida assim tão cedo
Só o soubesse… tão tarde
E quero, meu bom Jesus
Contar-te, cheia de dor
O maior pecado meu
É tão grande a minha cruz
Que afinal só tenho amor
Ao homem que me perdeu
Não pude mais resistir
E não podendo esconder
Uma lágrima sentida
Chorei… pois julguei ouvir
Da boca dessa mulher
A história da minha vida
No mar da vida
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Era novo, embarquei
No mar da vida, eu e ela
Sem recear temporais
Mas o mar, não sei porquê
Foi de procela em procela
Não sossegou nunca mais
Cada beijo que trocámos
Era vaga enfurecida
A empurrar o batel
P’ró mar alto onde ficámos
A jogar a nossa vida
Num barquito de papel
E no calor da paixão
Sem um rumo que não fosse
O nosso próprio carinho
Na escarpa da ilusão
Um dia despedaçou-se
O nosso pobre barquinho
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Era novo, embarquei
No mar da vida, eu e ela
Sem recear temporais
Mas o mar, não sei porquê
Foi de procela em procela
Não sossegou nunca mais
Cada beijo que trocámos
Era vaga enfurecida
A empurrar o batel
P’ró mar alto onde ficámos
A jogar a nossa vida
Num barquito de papel
E no calor da paixão
Sem um rumo que não fosse
O nosso próprio carinho
Na escarpa da ilusão
Um dia despedaçou-se
O nosso pobre barquinho
Choro de criança
João Alberto / Domingos Camarinha
Repertório de Artur Batalha
A vida p'ra mim começa
No meu choro de criança
Na hora que vim ao mundo
Não há sorte que mereça
Nem uma gota de esperança
Onde encontre amor profundo
Eu sinto que estou diferente
Porque a tristeza me enleia
No tempo que estou passando
Eu sinto a alma dolente
Embora ninguém o creia
Eu choro a vida, cantando
No mundo que Deus criou
Não vejo amor por ninguém
A vida assim faz-me dó
Que importa saber quem sou
Depois da morte sem lei
Tudo é nada, terra e pó
Repertório de Artur Batalha
A vida p'ra mim começa
No meu choro de criança
Na hora que vim ao mundo
Não há sorte que mereça
Nem uma gota de esperança
Onde encontre amor profundo
Eu sinto que estou diferente
Porque a tristeza me enleia
No tempo que estou passando
Eu sinto a alma dolente
Embora ninguém o creia
Eu choro a vida, cantando
No mundo que Deus criou
Não vejo amor por ninguém
A vida assim faz-me dó
Que importa saber quem sou
Depois da morte sem lei
Tudo é nada, terra e pó
Lisboa de sua graça
Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Senhora no seu Castelo
Lisboa de sua Graça
A Torre ali ao Restelo
Conta a história duma raça
Santo António que mereceu
Ser santo por sua fé
Mora agora onde nasceu
Ali pertinho da Sé
Para carpir a saudade
Nos momentos bons ou maus
Mouraria deu-lhe o fado
Que Alfama embarcou nas naus
O Santo António
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Senhora no seu Castelo
Lisboa de sua Graça
A Torre ali ao Restelo
Conta a história duma raça
Santo António que mereceu
Ser santo por sua fé
Mora agora onde nasceu
Ali pertinho da Sé
Para carpir a saudade
Nos momentos bons ou maus
Mouraria deu-lhe o fado
Que Alfama embarcou nas naus
O Santo António
O São Pedro e o São João
São do povo o património
Pela sua devoção
O manjerico
São do povo o património
Pela sua devoção
O manjerico
Já anda de mão em mão
E começa o namorico
D’alcachofra e do balão
Toda a Lisboa
E começa o namorico
D’alcachofra e do balão
Toda a Lisboa
Vem p’ra rua a noite inteira
Desde Alfama à Madragoa
P’ra saltar uma fogueira
Lisboa estendeu um braço
Desde Alfama à Madragoa
P’ra saltar uma fogueira
Lisboa estendeu um braço
Por sobre as águas do Tejo
E a Ponte foi um abraço
E a Ponte foi um abraço
Do mais remoto desejo
Quando a cidade desperta
Quando a cidade desperta
No pregão duma varina
Há uma divina oferta
Há uma divina oferta
De sol em cada colina
Grito d’orgulho e de glória
Grito d’orgulho e de glória
Esta Lisboa imortal
Em cada pedra a memória
Em cada pedra a memória
Da História de Portugal
O canto do cisne
Mário Raínho / Casimiro Ramos *fado margaridas*
Repertório de Artur Batalha
Se canto, não creias que é de alegria
É apenas presságio de má sorte
Este cantar de estranha melodia
Como o canto cisne antes da morte
Canto d'alma distante, olhos enxutos
Sem conseguir chorar esta agonia
De ver que o nosso amor jamais deu frutos
Se canto, não creias que é de alegria
Perdi todas as coisas que sonhei
Nos trilhos onde caminhei sem norte
Até este poema que inventei
É apenas presságio de má sorte
Não há esperança sequer, dum novo dia
Estou cansado de mim e do meu porte
E sinto que esta estranha melodia
É o canto do cisne antes da morte
Repertório de Artur Batalha
Se canto, não creias que é de alegria
É apenas presságio de má sorte
Este cantar de estranha melodia
Como o canto cisne antes da morte
Canto d'alma distante, olhos enxutos
Sem conseguir chorar esta agonia
De ver que o nosso amor jamais deu frutos
Se canto, não creias que é de alegria
Perdi todas as coisas que sonhei
Nos trilhos onde caminhei sem norte
Até este poema que inventei
É apenas presságio de má sorte
Não há esperança sequer, dum novo dia
Estou cansado de mim e do meu porte
E sinto que esta estranha melodia
É o canto do cisne antes da morte
Recorda-te de mim
Domingos Gonçalves da Costa / Joaquim Campos *fado alexandrino*
Repertório de António Mourão
Repertório de António Mourão
Recorda-te de mim, já não sou a criança
Que envolta em ilusões em ti acreditou
Hoje sou um qualquer a quem roubaste a esperança
De ver realizado um sonho que sonhou
Recorda-te de mim e lê nos olhos meus
A tristeza sem par que deste olhar se solta
Que tu dizias ser a luz dos olhos teus
E tudo suportou sem gritos de revolta
Recorda-te de mim, que à tua despedida
Nem um adeus sequer da tua boca ouvi
E perdido d’amor, quase perdi a vida
De ter, por meu castigo, acreditado em ti
agora, desfeitas já minhas esperanças fagueiras
Vivo sem ter amor e sou feliz assim
Não te quero jamais, nem quero que me queiras
Mas ao mentires a alguém, recorda-te de mim
Que envolta em ilusões em ti acreditou
Hoje sou um qualquer a quem roubaste a esperança
De ver realizado um sonho que sonhou
Recorda-te de mim e lê nos olhos meus
A tristeza sem par que deste olhar se solta
Que tu dizias ser a luz dos olhos teus
E tudo suportou sem gritos de revolta
Recorda-te de mim, que à tua despedida
Nem um adeus sequer da tua boca ouvi
E perdido d’amor, quase perdi a vida
De ter, por meu castigo, acreditado em ti
agora, desfeitas já minhas esperanças fagueiras
Vivo sem ter amor e sou feliz assim
Não te quero jamais, nem quero que me queiras
Mas ao mentires a alguém, recorda-te de mim
Segundo o fadista GIL COSTA, este poema é de autoria de seu
Pai, o poeta ARMANDO COSTA.
Foi gravado para a editora FÉNIX em 1976 por Artur Santos no LP
FAT 2005 onde a autoria é atribuída a A. COSTA (supondo-se que
seja referente a ARMANDO COSTA)
Pai, o poeta ARMANDO COSTA.
Foi gravado para a editora FÉNIX em 1976 por Artur Santos no LP
FAT 2005 onde a autoria é atribuída a A. COSTA (supondo-se que
seja referente a ARMANDO COSTA)
Fantasia
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
É na tarde pardacenta
Que o sonho se alimenta
E o mundo ganha outra cor
E as pessoas que nós somos
Vêem fadas, vêem gnomos
E um viver cheio de esplendor
Sonhos benditos que dão
Bater novo ao coração
Formosura à nossa vida
Criando uma realidade
Onde a alma anda à vontade
E deixa de andar escondida
Viver o sonho é viver
É um novo renascer
Numa real utopia
É fazer do espaço, casa
È viver em golpe de asa
Num berço de fantasia
Fantasia a respirar
Em tudo o que põe no ar
Para quem a quiser ver
É um esvoaçar risonho
Um mundo menos medonho
E uma força para viver
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
É na tarde pardacenta
Que o sonho se alimenta
E o mundo ganha outra cor
E as pessoas que nós somos
Vêem fadas, vêem gnomos
E um viver cheio de esplendor
Sonhos benditos que dão
Bater novo ao coração
Formosura à nossa vida
Criando uma realidade
Onde a alma anda à vontade
E deixa de andar escondida
Viver o sonho é viver
É um novo renascer
Numa real utopia
É fazer do espaço, casa
È viver em golpe de asa
Num berço de fantasia
Fantasia a respirar
Em tudo o que põe no ar
Para quem a quiser ver
É um esvoaçar risonho
Um mundo menos medonho
E uma força para viver
Balada da esperança
Letra e música de José Afonso
Repertório de Adriano Correia de Oliveira
Este tema é um pouco diferente da versão de Zeca Afonso
Ai rosa clara algum dia
Rosa clara te deixei
Ai rosa clara algum dia
Te amarei
Ai amor amores
Tenho mais de um cento
Bonecas primores
Cabeças de vento
Cabeças de vento
Não as quero não
Ai amor amores
Do meu coração
Repertório de Adriano Correia de Oliveira
Este tema é um pouco diferente da versão de Zeca Afonso
Ai rosa clara algum dia
Rosa clara te deixei
Ai rosa clara algum dia
Te amarei
Ai amor amores
Tenho mais de um cento
Bonecas primores
Cabeças de vento
Cabeças de vento
Não as quero não
Ai amor amores
Do meu coração
Enigma
Domingos G. Costa / Francisco J. Marques *fado zé negro*
Repertório de Fernando Maurício
Das horas, perco a noção
Assim que a noite declina
P'ra madrugada chegar
E envolto na escuridão
Procuro sempre uma esquina
Só para te ver passar
Quero dizer que te amo
Mas qual sombra fugidia
Repertório de Fernando Maurício
Das horas, perco a noção
Assim que a noite declina
P'ra madrugada chegar
E envolto na escuridão
Procuro sempre uma esquina
Só para te ver passar
Quero dizer que te amo
Mas qual sombra fugidia
Passas por mim descuidada
Quando a tua imagem chamo
Á luz divina do dia
Quando a tua imagem chamo
Á luz divina do dia
É tudo sombra e mais nada
Por isso, sem que me afoite
Em passar de noite á rua
Por isso, sem que me afoite
Em passar de noite á rua
Onde em má hora te vi
Procuro as sombras da noite
E então, escondido da lua
Procuro as sombras da noite
E então, escondido da lua
Eu canto, pensando em ti
Quem sou, quem és, não importa
Eu sou mais um que suporta
Quem sou, quem és, não importa
Eu sou mais um que suporta
Um amor inconfessado
E tu, com esse amor esquivo
Serás o doce motivo
E tu, com esse amor esquivo
Serás o doce motivo
Que me inspirou este fado
Figueira da Foz
António Sousa Freitas / Nóbrega e Sousa
Repertório de Maria Clara
Figueira, Figueira da Foz
Das finas areias
Berço de sereias
Procurando abrigo
Estrelas, doiradas estrelas
Enfeitam o mar
Que pede a chorar
P´ra casar contigo
Figueira, e à noite o luar
Deita-se a teu lado
A fazer ciúmes
Ao teu namorado
E a Serra
Que te adora e deseja
Também sofre co’a luz do sol
Que te abraça e te beija
Repertório de Maria Clara
Figueira, Figueira da Foz
Das finas areias
Berço de sereias
Procurando abrigo
Estrelas, doiradas estrelas
Enfeitam o mar
Que pede a chorar
P´ra casar contigo
Figueira, e à noite o luar
Deita-se a teu lado
A fazer ciúmes
Ao teu namorado
E a Serra
Que te adora e deseja
Também sofre co’a luz do sol
Que te abraça e te beija
À tua espera
Domingos Gonçalves da Costa / Franklim Godinho *fado franklim*
Repertório de António Rocha
A estrofe sublinhada a vermelho pertence ao poema mas não foi gravada
Naquele pequeno espaço
Do nosso quarto vazio
Desde a hora em que partiste
Ai, quantas perguntas faço
Iludindo o desvario
Do meu viver frio e triste
Quando pergunto ao luar
Que às vezes, num vago açoite
Vem beijar o nosso leito
Se acaso ’inda hás-de voltar
Esconde-se a lua na noite
E é noite dentro em meu peito
Quando abro de par em par
Aquela janela, aonde
Nós sonhámos tanta vez
Pergunto por ti ao mar
E o mar apenas responde
Que és tal qual como as marés
E às saudades todas juntas
Que deixaste no meu peito
Quando sem querer te perdi
Faço um milhão de perguntas
Pois são elas, com efeito
As que me falam de ti
Repertório de António Rocha
A estrofe sublinhada a vermelho pertence ao poema mas não foi gravada
Naquele pequeno espaço
Do nosso quarto vazio
Desde a hora em que partiste
Ai, quantas perguntas faço
Iludindo o desvario
Do meu viver frio e triste
Quando pergunto ao luar
Que às vezes, num vago açoite
Vem beijar o nosso leito
Se acaso ’inda hás-de voltar
Esconde-se a lua na noite
E é noite dentro em meu peito
Quando abro de par em par
Aquela janela, aonde
Nós sonhámos tanta vez
Pergunto por ti ao mar
E o mar apenas responde
Que és tal qual como as marés
E às saudades todas juntas
Que deixaste no meu peito
Quando sem querer te perdi
Faço um milhão de perguntas
Pois são elas, com efeito
As que me falam de ti
Mulher do bairro da lata
Mário Raínho/ Amadeu Ramim
Repertório de Artur Batalha
Mulher do bairro da lata
Senhora-mãe de fadigas
A saudade que me mata
Conto nas tuas cantigas
A vida é só um instante
E a vida em tua mão
É a canseira do cante
Que tu esfregas com sabão
Compras o pão com teu suor
Vivendo junta estás sozinha
É quase um soco aquele amor
Que recebes à noitinha;
Vestes os filhos aprumados
Com os farrapos que te deram
Fazes guisados com bocados
De restos que te ofereceram
O teu filho anda à porrada
Ó mulher-mãe, vai buscá-lo
Lá vai uma bofetada
Olha o estupor do chavalo
O reu marido chega a casa
Pergunta logo p'lo tacho
Ou vem com um grão na asa
Ou bêbedo que nem um cacho
Repertório de Artur Batalha
Mulher do bairro da lata
Senhora-mãe de fadigas
A saudade que me mata
Conto nas tuas cantigas
A vida é só um instante
E a vida em tua mão
É a canseira do cante
Que tu esfregas com sabão
Compras o pão com teu suor
Vivendo junta estás sozinha
É quase um soco aquele amor
Que recebes à noitinha;
Vestes os filhos aprumados
Com os farrapos que te deram
Fazes guisados com bocados
De restos que te ofereceram
O teu filho anda à porrada
Ó mulher-mãe, vai buscá-lo
Lá vai uma bofetada
Olha o estupor do chavalo
O reu marido chega a casa
Pergunta logo p'lo tacho
Ou vem com um grão na asa
Ou bêbedo que nem um cacho
Saudade
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Tenho um fado de saudade
Que do berço me acompanha
Um fado da minha idade
Numa saudade tamanha
Saudade não sei de quê
Saudade não sei de quem
Um sentir que ninguém vê
Falta de tudo ou de alguém
Quem tem saudades assim
Pode entender o que digo
E pode vir até mim
Sofrendo o mesmo castigo
Ai, castigo da saudade
Sem remédio que o cure
Ao viver numa ansiedade
Que o tempo ordena que dure
Ai saudade portuguesa
Que tem tanto para contar
E nos é servida à mesa
Como se fosse um manjar
Saudade que faz sofrer
Saudade que faz amar
Saudade que faz morrer
Saudade que faz chorar
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Tenho um fado de saudade
Que do berço me acompanha
Um fado da minha idade
Numa saudade tamanha
Saudade não sei de quê
Saudade não sei de quem
Um sentir que ninguém vê
Falta de tudo ou de alguém
Quem tem saudades assim
Pode entender o que digo
E pode vir até mim
Sofrendo o mesmo castigo
Ai, castigo da saudade
Sem remédio que o cure
Ao viver numa ansiedade
Que o tempo ordena que dure
Ai saudade portuguesa
Que tem tanto para contar
E nos é servida à mesa
Como se fosse um manjar
Saudade que faz sofrer
Saudade que faz amar
Saudade que faz morrer
Saudade que faz chorar
Zé Canoeiro
Vitor Casanova / Eduardo César
Repertório de Artur Batalha
Mal o sol o vem espreitar
Sobre o Tejo a ver Lisboa
Já o Zé anda no mar
Remando a sua canoa
E a varina que passa
Vê no rio o companheiro
Acena cheia de graça
Adeus ao Zé Canoeiro
Zé Canoeiro
Que buscas no mar o pão
Traz vivinho o camarão
Para a Ribeira assaltar;
E o Tejo
Teu amigo de verdade
Há-de um dia ter saudade
De andares nele a navegar
É bela a tua canoa
Que te ajuda no labor
E o Tejo beija-lhe a proa
Como carícias de amor
Tens a pele p'lo sol curtida
E alma de marinheiro
És a imagem da vida
Adeus ó Zé Canoeiro
Repertório de Artur Batalha
Mal o sol o vem espreitar
Sobre o Tejo a ver Lisboa
Já o Zé anda no mar
Remando a sua canoa
E a varina que passa
Vê no rio o companheiro
Acena cheia de graça
Adeus ao Zé Canoeiro
Zé Canoeiro
Que buscas no mar o pão
Traz vivinho o camarão
Para a Ribeira assaltar;
E o Tejo
Teu amigo de verdade
Há-de um dia ter saudade
De andares nele a navegar
É bela a tua canoa
Que te ajuda no labor
E o Tejo beija-lhe a proa
Como carícias de amor
Tens a pele p'lo sol curtida
E alma de marinheiro
És a imagem da vida
Adeus ó Zé Canoeiro
Encheu-se a rua de graça
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
A escuridão se atenua
Na Minha rua se passa
O meu amor, porque a lua
Brinca co’as pedras da rua
Enche-se a rua de graça
Andam perdidos, cansados
Os meus olhos pela escura
Rua que a mim te conduz
Olham para todos os lados
Como um cego que procura
Ver um sorriso de luz
Quando tu chegas, amor
Eu não sei o que se passa
Seja lá pelo que for
Enche-se a rua de cor
Enche-se a rua de graça
Como um farol qu’ilumina
Barco perdido no mar
A naufragar nos escolhos
Tu és a luz que m’ensina
Tu és a luz dos meus olhos
Naqueles montes tão pretos
Que te não vejo chegar
Meus olhos são silhuetas
Dum casal de borboletas
Que não sabe onde poisar
E na rua não há nada
Que mereça algum interesse
Que tenha qualquer beleza
Pelas sombras da calçada
Meu amor até parece
Que vai passando a tristeza
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
A escuridão se atenua
Na Minha rua se passa
O meu amor, porque a lua
Brinca co’as pedras da rua
Enche-se a rua de graça
Andam perdidos, cansados
Os meus olhos pela escura
Rua que a mim te conduz
Olham para todos os lados
Como um cego que procura
Ver um sorriso de luz
Quando tu chegas, amor
Eu não sei o que se passa
Seja lá pelo que for
Enche-se a rua de cor
Enche-se a rua de graça
Como um farol qu’ilumina
Barco perdido no mar
A naufragar nos escolhos
Tu és a luz que m’ensina
Tu és a luz dos meus olhos
Naqueles montes tão pretos
Que te não vejo chegar
Meus olhos são silhuetas
Dum casal de borboletas
Que não sabe onde poisar
E na rua não há nada
Que mereça algum interesse
Que tenha qualquer beleza
Pelas sombras da calçada
Meu amor até parece
Que vai passando a tristeza
Faz-se tarde, minha mãe
Vitor Laia / Popular *fado das horas*
Repertório de Artur Batalha
Faz-se tarde minha mãe
Faz-se tarde no teu rosto
Dá-me as mãos, olha-me bem
Antes que seja sol posto
Faz-se tarde e a ternura
Que nunca soube dizer-te
É como um sol de amargura
Nesta hora de perder-te
A vida é palavra vã
Minha mãe... que o tempo passa
Ainda agora era manhã
Já a noite nos enlaça
Faz-se tarde minha mãe
Ainda há tempo de abraçar-te
Dou-te as mãos, olho-te bem
É tudo o que posso dar-te
Repertório de Artur Batalha
Faz-se tarde minha mãe
Faz-se tarde no teu rosto
Dá-me as mãos, olha-me bem
Antes que seja sol posto
Faz-se tarde e a ternura
Que nunca soube dizer-te
É como um sol de amargura
Nesta hora de perder-te
A vida é palavra vã
Minha mãe... que o tempo passa
Ainda agora era manhã
Já a noite nos enlaça
Faz-se tarde minha mãe
Ainda há tempo de abraçar-te
Dou-te as mãos, olho-te bem
É tudo o que posso dar-te
A procissão
*FESTA DA ALDEIA*
António Lopes Ribeiro / João VillaretPoema declamado por João Villaret
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim p'lo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Vai passando a procissão
Mesmo na frente, marchando a compasso
De fardas novas, vem o solidó
Quando o regente lhe acena c'o braço
Logo o trombone faz popopó, popó, popó
Olha os bombeiros, tão bem alinhados
Que se houver fogo vai tudo num fole
Trazem ao ombro brilhantes machados
E os capacetes rebrilham ao sol
Olha os irmãos da nossa confraria
Muito solenes nas opas vermelhas
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas
Ai, que bonitos que vão os anjinhos
Com que cuidado os vestiram em casa
Um deles leva a coroa de espinhos
E o mais pequeno perdeu uma asa
Pelas janelas, as mães e as filhas
As colchas ricas, formando troféu
E os lindos rostos, por trás das mantilhas
Parecem anjos que vieram do céu
Com o calor, o Prior vai aflito
E o povo ajoelha ao passar o andor
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de nosso senhor
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim pelo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Já passou a procissão
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim p'lo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Vai passando a procissão
Mesmo na frente, marchando a compasso
De fardas novas, vem o solidó
Quando o regente lhe acena c'o braço
Logo o trombone faz popopó, popó, popó
Olha os bombeiros, tão bem alinhados
Que se houver fogo vai tudo num fole
Trazem ao ombro brilhantes machados
E os capacetes rebrilham ao sol
Olha os irmãos da nossa confraria
Muito solenes nas opas vermelhas
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas
Ai, que bonitos que vão os anjinhos
Com que cuidado os vestiram em casa
Um deles leva a coroa de espinhos
E o mais pequeno perdeu uma asa
Pelas janelas, as mães e as filhas
As colchas ricas, formando troféu
E os lindos rostos, por trás das mantilhas
Parecem anjos que vieram do céu
Com o calor, o Prior vai aflito
E o povo ajoelha ao passar o andor
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de nosso senhor
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim pelo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja
Já passou a procissão
A celebração das palavras
Mário Rainho / Jorge Fernando
Repertório de António Pelarigo (ao vivo)
Este poema foi escrito para a gala da SPA
Repertório de António Pelarigo (ao vivo)
Este poema foi escrito para a gala da SPA
em 1995, por ocasião dos seus 70 anos
Vou celebrar as palavras
Num festejo de poesia
Sem rimas que sejam escravas
Em versos de fantasia
Vou arrancar à gaveta
Da memória dos poetas
Este gosto, Lisboeta
Por palavras inquietas
Vou celebrar as palavras
Num fado, só, de cantar
Que as palavras em festejo
Não devem ser pra chorar
Às expressões do dia a dia
Queimo incenso e ervas bravas
No altar da poesia
Vou celebrar as palavras
Vou celebrar o poema
Em pedra de ara sagrada
Glorificar, neste tema
A palavra ao ser cantada
À comunhão dos poetas
Ergo o cálice do verso
Sem cerimónias secretas
Que o poema é universo
Vou celebrar as palavras
Num festejo de poesia
Sem rimas que sejam escravas
Em versos de fantasia
Vou arrancar à gaveta
Da memória dos poetas
Este gosto, Lisboeta
Por palavras inquietas
Vou celebrar as palavras
Num fado, só, de cantar
Que as palavras em festejo
Não devem ser pra chorar
Às expressões do dia a dia
Queimo incenso e ervas bravas
No altar da poesia
Vou celebrar as palavras
Vou celebrar o poema
Em pedra de ara sagrada
Glorificar, neste tema
A palavra ao ser cantada
À comunhão dos poetas
Ergo o cálice do verso
Sem cerimónias secretas
Que o poema é universo
Vou-me embora, vou partir
Popular com adaptação de Vitorino
Repertório de Vitorino
Vou-me embora
Vou partir, mas tenho esperança
De correr o mundo inteiro, quero ir
Quero ver e conhecer Rosa branca
A vida do marinheiro sem dormir
A vida do marinheiro, branca flor
Que anda lutando no mar com talento
Adeus, adeus minha mãe, meu amor
Eu hei-de ir, hei-de voltar com o tempo
Repertório de Vitorino
Vou-me embora
Vou partir, mas tenho esperança
De correr o mundo inteiro, quero ir
Quero ver e conhecer Rosa branca
A vida do marinheiro sem dormir
A vida do marinheiro, branca flor
Que anda lutando no mar com talento
Adeus, adeus minha mãe, meu amor
Eu hei-de ir, hei-de voltar com o tempo
Lenda
Ilídio de Sousa / Carlos da Maia *fado perseguição*
Repertório de Sara Correia
Conta a lenda, noutra era
Viveu Maria Severa
Fadista que nos marcou
E no seu último adeus
Ao fechar os olhos seus
Uma vela se apagou
Foi ao trinar as guitarras
Que muitas vozes bizarras
A sua morte, choraram
Ficou viva a sua imagem
E como justa homenagem
Muitos pintores a pintaram
Quando a guitarra trinar
Deixa a lágrima voar
Ninguém a vai impedir
Nas mágoas deste meu fado
Estão relíquias do passado
Está a saudade a carpir
Não quero ser virtude
Por respeito à juventude
Os fadistas noutra era
Quero cantar na Mouraria
Onde a chorar, um rufia
Cantou Maria Severa
Repertório de Sara Correia
Conta a lenda, noutra era
Viveu Maria Severa
Fadista que nos marcou
E no seu último adeus
Ao fechar os olhos seus
Uma vela se apagou
Foi ao trinar as guitarras
Que muitas vozes bizarras
A sua morte, choraram
Ficou viva a sua imagem
E como justa homenagem
Muitos pintores a pintaram
Quando a guitarra trinar
Deixa a lágrima voar
Ninguém a vai impedir
Nas mágoas deste meu fado
Estão relíquias do passado
Está a saudade a carpir
Não quero ser virtude
Por respeito à juventude
Os fadistas noutra era
Quero cantar na Mouraria
Onde a chorar, um rufia
Cantou Maria Severa
Memória
Carminho / Armando Machado *fado maria rita*
Repertório de Carminho
Ainda te lembras de mim?
Ainda sabes de onde eu vim?
Quem sou esta que aqui estou?
Diz-me no meu olhar triste
Que alguma memória existe
E ainda sabes quem sou
Será que ainda tropeço
Se me alegro, se agradeço
Ou se ainda sei cantar
Recorda-me por favor
Alguma coisa, o que for
Que eu não consigo lembrar
Vem comigo p’la cidade
Diz-me com sinceridade
Se tu te lembras de mim
Onde cresci e amei
Com quem vivi e me dei
Ou se a algo eu pus fim
Será que tu me conheces
Que o tempo passa e não esqueces
Quem eu fui e sou enfim
Oh meu doce coração
Diz-me se sabes ou não
Ainda te lembras de mim?
Repertório de Carminho
Ainda te lembras de mim?
Ainda sabes de onde eu vim?
Quem sou esta que aqui estou?
Diz-me no meu olhar triste
Que alguma memória existe
E ainda sabes quem sou
Será que ainda tropeço
Se me alegro, se agradeço
Ou se ainda sei cantar
Recorda-me por favor
Alguma coisa, o que for
Que eu não consigo lembrar
Vem comigo p’la cidade
Diz-me com sinceridade
Se tu te lembras de mim
Onde cresci e amei
Com quem vivi e me dei
Ou se a algo eu pus fim
Será que tu me conheces
Que o tempo passa e não esqueces
Quem eu fui e sou enfim
Oh meu doce coração
Diz-me se sabes ou não
Ainda te lembras de mim?
Coração
Manuel Reis / Joaquim Campos *fado tango*
Repertório de Eduardo Alípio
Coração que és tão sensível
Tens coisas que eu não tolero
Embora pareça incrível
Não vês que é quase impossível
Teres um amigo sincero
Coração, sabes lá bem
Do que este mundo é capaz
Há gente a quem se faz bem
E depois ri, com desdém
Do bem que a gente lhe faz
Não queiras ter mais bondade
Com tanta maldade a esmo
Coração, faz-me a vontade
Não queiras mais amizade
Sê amigo de ti mesmo
Coração que és tão pungente
Não tenhas mais compaixão
Coração, faz-te indif’rente
Olha que p’ra certa gente
Nem deve haver coração
Repertório de Eduardo Alípio
Coração que és tão sensível
Tens coisas que eu não tolero
Embora pareça incrível
Não vês que é quase impossível
Teres um amigo sincero
Coração, sabes lá bem
Do que este mundo é capaz
Há gente a quem se faz bem
E depois ri, com desdém
Do bem que a gente lhe faz
Não queiras ter mais bondade
Com tanta maldade a esmo
Coração, faz-me a vontade
Não queiras mais amizade
Sê amigo de ti mesmo
Coração que és tão pungente
Não tenhas mais compaixão
Coração, faz-te indif’rente
Olha que p’ra certa gente
Nem deve haver coração
Lágrimas ocultas
Florbela Espanca / Casimiro Ramos *fado alberto*
Repertório de Dina Valério
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era q’rida
Parece-me que foi noutras esferas
Parece-me que foi numa outra vida
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida
E fico, pensativa, olhando o vago
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim
E as lágrimas que choro, branca e calma;
Ninguém as vê brotar dentro da alma
Ninguém as vê cair dentro de mim
Repertório de Dina Valério
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era q’rida
Parece-me que foi noutras esferas
Parece-me que foi numa outra vida
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida
E fico, pensativa, olhando o vago
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim
E as lágrimas que choro, branca e calma;
Ninguém as vê brotar dentro da alma
Ninguém as vê cair dentro de mim
Se me deixares eu digo
António Botto / Armandinho *fado da adiça*
Repertório de Mavilda Gonçalves
Tu quando te zangas, dizes
Quadras que não fazem parte desta gravaçãoRepertório de Mavilda Gonçalves
Tu quando te zangas, dizes
Não te quero, vai-te embora
Talvez um dia precises
Daquilo que deitas fora
Se tu me deixares, eu digo
O contrário a toda a gente
Que neste mundo d'enganos
Fala verdade quem mente
Meu amor na despedida
O contrário a toda a gente
Que neste mundo d'enganos
Fala verdade quem mente
Meu amor na despedida
Nem uma fala me deu
Deitou os olhos ao chão
Ficou a chorar mas eu
Estranha afirmação
Esta de ter e de não ter
É preciso é ter razão
Saber amar e sofrer
Afirmam que a vida é breve
Engano; a vida é comprida
Cabe nela amor eterno
E ainda sobeja vida
Tu dizes que a minha boca
Já não acorda desejos
Já não aquece outra boca
Já não merece os teus beijos
Mas, tem cuidado comigo
Não procures ser ausente
Se me deixares, eu digo
O contrário a toda a gente
É por isso que eu vivo
Ary dos Santos / Paco Bandeira
Repertório de Paco Bandeira
Festival RTP 1972
Eu sou a palavra
Repertório de Paco Bandeira
Festival RTP 1972
Eu sou a palavra
Lavrada e aberta
Eu sou o silêncio
Se digo se canto
Eu sou a raiz
Eu sou a garganta
Eu sou a garganta
Dum homem que fala
E sabe o que diz
Eu sou o silêncio
Das trevas que penso
Das coisas que digo
Sou filho do tempo
Sou filho do tempo
Sou fúria do vento
Sou força do trigo
Ai eu sou terra sou mágoa
Sou vento sou água
Sou princípio e fim
Ai não me falem em pranto
Não me rasguem o canto
Não me arranquem de mim;
Ah se eu pudesse ser tudo
Ser morto ser vivo
Ser fogo e ser linho
Ah se eu pudesse ser corpo
Ser alma, ser fruto
Ser pão e ser vinho
Eu sou a semente
Ai eu sou terra sou mágoa
Sou vento sou água
Sou princípio e fim
Ai não me falem em pranto
Não me rasguem o canto
Não me arranquem de mim;
Ah se eu pudesse ser tudo
Ser morto ser vivo
Ser fogo e ser linho
Ah se eu pudesse ser corpo
Ser alma, ser fruto
Ser pão e ser vinho
Eu sou a semente
Que morre e se queima
E nem chega a nascer
Eu sou o poeta
Eu sou o poeta
Que nasce da terra
Com tudo a dizer
Se digo se canto
Se falo se mordo
Se tardo, é por mim
Eu sou a demora
Eu sou a demora
Do tempo que chora
Por dentro do fim
Ai a distância que vai
Do celeiro ao tear
Do cantor ao ceifeiro
Ai a diferença que tem
O luar quando vem
Sob o céu de janeiro;
Ah como sinto a vontade
Em lavrar o meu corpo
Em secar meu pranto
Ah como sinto a verdade
Ceifando o meu trigo
Mondando o meu espanto
E é por isso que eu digo
Que sou forte e estou vivo
E é por isso que eu sigo
E é por isso que eu canto
Eu sou terra sou mágoa
Sou vento sou água
Sou princípio e fim
Ai a distância que vai
Do celeiro ao tear
Do cantor ao ceifeiro
Ai a diferença que tem
O luar quando vem
Sob o céu de janeiro;
Ah como sinto a vontade
Em lavrar o meu corpo
Em secar meu pranto
Ah como sinto a verdade
Ceifando o meu trigo
Mondando o meu espanto
E é por isso que eu digo
Que sou forte e estou vivo
E é por isso que eu sigo
E é por isso que eu canto
Eu sou terra sou mágoa
Sou vento sou água
Sou princípio e fim
Raio de sol
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Estava eu em triste tempo
E banhou-me um raio de sol
Qual mensageiro de alento
Na manhã cinzenta e mole
Onde habitava o tormento
Raio a furar a tristeza
Perdido de seus irmãos
Que em isolada beleza
Me estendia as suas mãos
Cheio de fé e certeza
Que vens tu aqui fazer
Como esperança enganadora
Perturbando o meu sofrer
A ofereceres-me uma aurora
Que não pode acontecer?
Mas ele, teimoso e quente
Viajava em meu redor;
Certamente sorridente
Numa tarefa de amor
Ao querer pôr-me contente
E algo em mim, ia mudando
Na manhã assustadora
Com nova esperança chegando
Com se milagre fora
De um raio de sol, viajando
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Estava eu em triste tempo
E banhou-me um raio de sol
Qual mensageiro de alento
Na manhã cinzenta e mole
Onde habitava o tormento
Raio a furar a tristeza
Perdido de seus irmãos
Que em isolada beleza
Me estendia as suas mãos
Cheio de fé e certeza
Que vens tu aqui fazer
Como esperança enganadora
Perturbando o meu sofrer
A ofereceres-me uma aurora
Que não pode acontecer?
Mas ele, teimoso e quente
Viajava em meu redor;
Certamente sorridente
Numa tarefa de amor
Ao querer pôr-me contente
E algo em mim, ia mudando
Na manhã assustadora
Com nova esperança chegando
Com se milagre fora
De um raio de sol, viajando
Ser bombeiro
Letra e música de Alcino Mendes
Repertório do Grupo Iniciadores
Há valentia e há raça
No homem que por ti passa
Ombro a ombro, n´avenida
Homem que não quer salário
Que é bombeiro voluntário
Que por ti expõe a vida
Quando ele por ti passar
Tu, faz por o saudar
Uma cortesia faz
Põe-te firme e aprumado
Que vai passar um soldado
Mas o soldado da paz
Ser bombeiro
É ser forte, é ser valente
É amar a sua farda
Com carinho e devoção
Ser bombeiro
É trazer constantemente
O mundo todo inteirinho
Cá dentro do coração
Seja na terra ou no mar
Aonde o p´rigo rondar
O bombeiro nunca falha
Com destreza e valentia
Oferece com galhardia
O peito aberto à batalha
Bombeiro audaz e valente
Que Deus te proteja sempre
Nunca te aconteça o mal
P´la tua enorme coragem
Aqui te presto homenagem
Bombeiro de Portugal
Repertório do Grupo Iniciadores
Há valentia e há raça
No homem que por ti passa
Ombro a ombro, n´avenida
Homem que não quer salário
Que é bombeiro voluntário
Que por ti expõe a vida
Quando ele por ti passar
Tu, faz por o saudar
Uma cortesia faz
Põe-te firme e aprumado
Que vai passar um soldado
Mas o soldado da paz
Ser bombeiro
É ser forte, é ser valente
É amar a sua farda
Com carinho e devoção
Ser bombeiro
É trazer constantemente
O mundo todo inteirinho
Cá dentro do coração
Seja na terra ou no mar
Aonde o p´rigo rondar
O bombeiro nunca falha
Com destreza e valentia
Oferece com galhardia
O peito aberto à batalha
Bombeiro audaz e valente
Que Deus te proteja sempre
Nunca te aconteça o mal
P´la tua enorme coragem
Aqui te presto homenagem
Bombeiro de Portugal
Tristeza de outono
Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Uma tristeza de Outono
Na minha noite sem fim
E no corpo em abandono
A minha alma sem sono
Parece fugir de mim
Vêm estranhos pensamentos
Envolver os meus sentidos
E nascem mil desalentos
À flor dos dedos sedentos
E nos lábios ressequidos
Um sonho de bem-querença
Presença de alguém ausente
Ilusão em que se pensa
Nesta solidão imensa
De estar sozinho entre a gente
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Uma tristeza de Outono
Na minha noite sem fim
E no corpo em abandono
A minha alma sem sono
Parece fugir de mim
Vêm estranhos pensamentos
Envolver os meus sentidos
E nascem mil desalentos
À flor dos dedos sedentos
E nos lábios ressequidos
Um sonho de bem-querença
Presença de alguém ausente
Ilusão em que se pensa
Nesta solidão imensa
De estar sozinho entre a gente
Vinte anos
Letra e música José Cid
Repertório do autor
Vem viver a vida, amor
Que o tempo que passou não volta não
Sonhos que o tempo apagou
Mas para nós ficou esta canção
Há muito muito tempo
Eras tu uma criança
Que brincava no baloiço e ao pião
Tinhas tranças pretas
E caçavas borboletas
Como quem corria atrás duma ilusão
Há muito, muito tempo
Era eu outra criança
Que te amava ternamente sem saber
Vínhamos da escola
E oferecia-te uma flor
Que tu punhas no cabelo a sorrir
Vinte anos mais tarde
Encontrei-te por acaso
Numa rua da cidade onde moravas
Ficamos parados
E olhamo-nos sorrindo
Como quem se vê ao espelho p’la manhã
Dei-te o meu telefone
Convidei-te p’ra jantar
Adoraste ver a minha coleção
Pelo tempo fora
Continuamos unidos
E cantamos tanta vez a canção
Daqui a vinte anos
Quando tu já fores velhinha
Talvez eu já não exista p’ra te ver
Ficas à lareira a fazer a tua renda
Mas que importa se recordar é viver
Há muito muito tempo
Tu e eu, duas crianças
Que brincavam no baloiço e ao pião
Vínhamos da escola
E oferecia-te uma flor
Que desponta agora no teu coração
Repertório do autor
Vem viver a vida, amor
Que o tempo que passou não volta não
Sonhos que o tempo apagou
Mas para nós ficou esta canção
Há muito muito tempo
Eras tu uma criança
Que brincava no baloiço e ao pião
Tinhas tranças pretas
E caçavas borboletas
Como quem corria atrás duma ilusão
Há muito, muito tempo
Era eu outra criança
Que te amava ternamente sem saber
Vínhamos da escola
E oferecia-te uma flor
Que tu punhas no cabelo a sorrir
Vinte anos mais tarde
Encontrei-te por acaso
Numa rua da cidade onde moravas
Ficamos parados
E olhamo-nos sorrindo
Como quem se vê ao espelho p’la manhã
Dei-te o meu telefone
Convidei-te p’ra jantar
Adoraste ver a minha coleção
Pelo tempo fora
Continuamos unidos
E cantamos tanta vez a canção
Daqui a vinte anos
Quando tu já fores velhinha
Talvez eu já não exista p’ra te ver
Ficas à lareira a fazer a tua renda
Mas que importa se recordar é viver
Há muito muito tempo
Tu e eu, duas crianças
Que brincavam no baloiço e ao pião
Vínhamos da escola
E oferecia-te uma flor
Que desponta agora no teu coração
Dia de Páscoa
Frutuoso França / Jaime Santos *fado amor filial*
Repertório de Frutuoso França
Está história passou-se entre crianças
No Rossio ali perto ao monumento
Esvoaçavam alegres pombas mansas
E um velhinho oferecia-lhes alimento
Era dia de Páscoa e muita gente
Se juntou para ver o bom velhinho
Enquanto uma menina, meigamente
Dava amêndoas a um pobre rapazinho
O pai que estava ao pé, a indagar diz
Vendo o gesto da filha humana e boa
E pergunto: conheces o petiz?
Eu não querido paizinho, mas perdoa
Vi-o tão pobrezinho com atenção
Vendo as pombas comeram, coitadinho
Notei que tinha fome e dei-lhe então
Minhas amêndoas todas, meu paizinho
O pai diz-lhe; só quero abençoar te
P’la tua nobre acção da humanidade
Bendito seja sempre quem reparte
Pelos pobres, a santa caridade
Repertório de Frutuoso França
Está história passou-se entre crianças
No Rossio ali perto ao monumento
Esvoaçavam alegres pombas mansas
E um velhinho oferecia-lhes alimento
Era dia de Páscoa e muita gente
Se juntou para ver o bom velhinho
Enquanto uma menina, meigamente
Dava amêndoas a um pobre rapazinho
O pai que estava ao pé, a indagar diz
Vendo o gesto da filha humana e boa
E pergunto: conheces o petiz?
Eu não querido paizinho, mas perdoa
Vi-o tão pobrezinho com atenção
Vendo as pombas comeram, coitadinho
Notei que tinha fome e dei-lhe então
Minhas amêndoas todas, meu paizinho
O pai diz-lhe; só quero abençoar te
P’la tua nobre acção da humanidade
Bendito seja sempre quem reparte
Pelos pobres, a santa caridade
Vamos cantar de pé
Fernando Grade / Pedro Osório
Repertório de Paco Bandeira
Vives sem sol
Fechado no teu quarto
Que fica longe, ao pé do mar
Amigo triste, sonhas marés
Gaivotas mortas no convés
Amigo vem
Deita a tristeza ao mar
Vamos cantar de pé
Quem tem cabeça
Tem sempre valor
Vamos cantar de pé
Contra a tristeza
Estar de olhos abertos
Cantar de luz acesa
Nunca mais ser triste
Por ventos por medos
Por nada que existe
Não venho aqui
Cantar tristezas velhas
Vou ser feliz ao pé do mar
Quero sentir de modo igual
O barco antigo cheiro a sal
Repertório de Paco Bandeira
Vives sem sol
Fechado no teu quarto
Que fica longe, ao pé do mar
Amigo triste, sonhas marés
Gaivotas mortas no convés
Amigo vem
Deita a tristeza ao mar
Vamos cantar de pé
Quem tem cabeça
Tem sempre valor
Vamos cantar de pé
Contra a tristeza
Estar de olhos abertos
Cantar de luz acesa
Nunca mais ser triste
Por ventos por medos
Por nada que existe
Não venho aqui
Cantar tristezas velhas
Vou ser feliz ao pé do mar
Quero sentir de modo igual
O barco antigo cheiro a sal
Fado de longe
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Adeus meu Portugal terra tão querida
Longe de ti parece-nos que a vida
Tem um veneno doce que magoa
É a saudade que aumenta
E com o tempo atormenta
O peito duma pessoa
Quem há que viva longe do cantinho
Onde vivemos que não ponha carinho
No recordar de tudo o que fizemos
É a saudade a brincar
Que nos obriga a pensar
No torrão onde nascemos
E quando o tempo passa e os desenganos
Vão atormentando sempre com os anos
Tantos que à vida roubam a vontade
É a saudade perdida
É desinteresse da vida
São saudades da saudade
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Adeus meu Portugal terra tão querida
Longe de ti parece-nos que a vida
Tem um veneno doce que magoa
É a saudade que aumenta
E com o tempo atormenta
O peito duma pessoa
Quem há que viva longe do cantinho
Onde vivemos que não ponha carinho
No recordar de tudo o que fizemos
É a saudade a brincar
Que nos obriga a pensar
No torrão onde nascemos
E quando o tempo passa e os desenganos
Vão atormentando sempre com os anos
Tantos que à vida roubam a vontade
É a saudade perdida
É desinteresse da vida
São saudades da saudade
Eu tão só
Letra e música de Tó Zé Brito
Repertório de Tony de Matos
Quatro paredes, silêncio
Uma roseira em flor
Num azulejo uma quadra
Contava o nosso amor
A velha colcha de renda
Coberta dos teus abraços
Foi tudo o que me deixaste
Na ausência dos teus passos
Uma toalha bordada
Estendida sobre a mesa
Aquela imagem da virgem
Neste copo de tristeza
E as andorinhas de barro
Nas paredes desse lar
Que sentindo o nosso outono
Partiram para sempre
Aprenderam a voar
Deixaste-me a vida parada
E eu tão só nesta esperança adiada
Eu tão só nesta berma de estrada
Eu tão só
Eu tão só
Deixaste-me essa tua imagem
Eu tão só para seguir viagem
Eu tão só sem vontade ou coragem
Eu tão só
Quatro palavras de adeus
Duns retratos do passado;
O desespero, esta dor
Noite após noite, acordado
O desejo de te ter
E de te amar a vontade
Foi tudo o que me deixaste
Perdido entre o meu travesseiro
E a saudade
Repertório de Tony de Matos
Quatro paredes, silêncio
Uma roseira em flor
Num azulejo uma quadra
Contava o nosso amor
A velha colcha de renda
Coberta dos teus abraços
Foi tudo o que me deixaste
Na ausência dos teus passos
Uma toalha bordada
Estendida sobre a mesa
Aquela imagem da virgem
Neste copo de tristeza
E as andorinhas de barro
Nas paredes desse lar
Que sentindo o nosso outono
Partiram para sempre
Aprenderam a voar
Deixaste-me a vida parada
E eu tão só nesta esperança adiada
Eu tão só nesta berma de estrada
Eu tão só
Eu tão só
Deixaste-me essa tua imagem
Eu tão só para seguir viagem
Eu tão só sem vontade ou coragem
Eu tão só
Quatro palavras de adeus
Duns retratos do passado;
O desespero, esta dor
Noite após noite, acordado
O desejo de te ter
E de te amar a vontade
Foi tudo o que me deixaste
Perdido entre o meu travesseiro
E a saudade
Teu pranto
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
No encanto do teu pranto
Na lágrima que causa espanto
Vive a tua sedução
Envolta num longo manto
É como um hino ou um canto
Que me atinge o coração
Teu choro tem os mistérios
De poderosos impérios
Que fazem mudar o mundo
E dominando hemisférios
Vive fora dos critérios
Do sentir em que me afundo
Tuas lágrimas brilhantes
Cintilam, são diamantes
Que servem para me cegar
Não és mais como eras antes
Choras com olhos distantes
Que andam longe, a esvoaçar
Sofrido encanto chorado
Veio assim mudar meu fado
Dar-lhe secreta tristeza
Mas teu choro prolongado
Por um amor destroçado
Tem em ti, estranha beleza
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
No encanto do teu pranto
Na lágrima que causa espanto
Vive a tua sedução
Envolta num longo manto
É como um hino ou um canto
Que me atinge o coração
Teu choro tem os mistérios
De poderosos impérios
Que fazem mudar o mundo
E dominando hemisférios
Vive fora dos critérios
Do sentir em que me afundo
Tuas lágrimas brilhantes
Cintilam, são diamantes
Que servem para me cegar
Não és mais como eras antes
Choras com olhos distantes
Que andam longe, a esvoaçar
Sofrido encanto chorado
Veio assim mudar meu fado
Dar-lhe secreta tristeza
Mas teu choro prolongado
Por um amor destroçado
Tem em ti, estranha beleza
Meu fim de semana
Letra e música de José Luís Tinoco
Repertório de Carlos do Carmo
Esta conversa
Com as horas a meu lado
É o verso mais cinzento
Da velha letra dum fado
É tom menor
Que se repete e apaga o tempo
Até que o fim de semana
Corra atrás do esquecimento
Largo a guitarra
Que me mente à portuguesa
Sigo o canto da cigarra
Que se esquece da tristeza
Dispo o cansaço
Vou ter com os pombos ao rio
Faço minha a primavera
Que se desforra do frio
Finto o destino
Viro o disco e sigo a dança
Com os namorados na margem
Da claridade e da esperança
E aí te encontro
No meu peito esqueço as horas
Repouso o meu coração
Nesses jardins onde moras
Repertório de Carlos do Carmo
Esta conversa
Com as horas a meu lado
É o verso mais cinzento
Da velha letra dum fado
É tom menor
Que se repete e apaga o tempo
Até que o fim de semana
Corra atrás do esquecimento
Largo a guitarra
Que me mente à portuguesa
Sigo o canto da cigarra
Que se esquece da tristeza
Dispo o cansaço
Vou ter com os pombos ao rio
Faço minha a primavera
Que se desforra do frio
Finto o destino
Viro o disco e sigo a dança
Com os namorados na margem
Da claridade e da esperança
E aí te encontro
No meu peito esqueço as horas
Repouso o meu coração
Nesses jardins onde moras
O fado nasce do pranto
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Quem tem penas quando canta
As tristezas do passado
Sobe-lhe logo à garganta
A soluçar o seu fado
Quem sofre deve cantar
O fado da sua dor
É o mesmo que chorar
Quem canta fica melhor
Só canta o fado quem tem penado
Quem tem sofrido
E bem cantado é soluçado
Como um gemido
Penas de amor
Gritos de dor e de amargura
O fado vive chorando
No cantar da desventura
O fado nasce do pranto
O pranto do coração
Fado e pranto quando canto
Andam os dois pela mão
E sempre juntos na vida
Só pode cantar o fado
Numa toada sentida
Quem primeiro o tiver chorado
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Quem tem penas quando canta
As tristezas do passado
Sobe-lhe logo à garganta
A soluçar o seu fado
Quem sofre deve cantar
O fado da sua dor
É o mesmo que chorar
Quem canta fica melhor
Só canta o fado quem tem penado
Quem tem sofrido
E bem cantado é soluçado
Como um gemido
Penas de amor
Gritos de dor e de amargura
O fado vive chorando
No cantar da desventura
O fado nasce do pranto
O pranto do coração
Fado e pranto quando canto
Andam os dois pela mão
E sempre juntos na vida
Só pode cantar o fado
Numa toada sentida
Quem primeiro o tiver chorado
Arte
José Fernandes Castro / Carlos da Maia *fado perseguição*
Repertório de Maria da Glória Fernandes *ao vivo*
Num processo habitual
Que é já quase ritual
Entre a luz e a paixão;
A mente fértil vagueia
Sempre buscando uma ideia
Para dar ao coração
O coração, ou rejeita
Ou rapidamente aceita
A luz que a mente lhe deu;
Assim as mãos, criadoras
Gastam horas e mais horas
A dar nova cor ao céu
Quando por fim, concluída
A arte ganha mais vida
E a vida fica melhor
Bendita seja a magia;
Que da tinta faz poesia
Com os pincéis do amor
Repertório de Maria da Glória Fernandes *ao vivo*
Num processo habitual
Que é já quase ritual
Entre a luz e a paixão;
A mente fértil vagueia
Sempre buscando uma ideia
Para dar ao coração
O coração, ou rejeita
Ou rapidamente aceita
A luz que a mente lhe deu;
Assim as mãos, criadoras
Gastam horas e mais horas
A dar nova cor ao céu
Quando por fim, concluída
A arte ganha mais vida
E a vida fica melhor
Bendita seja a magia;
Que da tinta faz poesia
Com os pincéis do amor
Flor de cera
António Lobo Antunes / José Luís Tinoco
Repertório de Carlos do Camo
Rua do amor que me chama
Na boca de cada esquina
Nascem dos ferros da cama
Os teus braços de menina
Bairro Alto à Madragoa
Ai mil telhados tem Lisboa
Ó meu sorriso de moço
Raminho de flor de cera
Folha a folha desfolhado
Por uma noiva que espera
Ai pudesse eu acreditar
Que a madrugada
Viria sem a chamar
Sem que peça mais nada
Lenços de adeus à partida
Nas nossas mãos, amarrados
Ganhemos juntos a vida
Que perdemos separados
Bairro Alto à Madragoa
Ai mil telhados tem Lisboa
Rasga-me a tarde no peito
Abre a noite lado a lado
Seja a coberta do leito
O grito do meu pecado
Repertório de Carlos do Camo
Rua do amor que me chama
Na boca de cada esquina
Nascem dos ferros da cama
Os teus braços de menina
Bairro Alto à Madragoa
Ai mil telhados tem Lisboa
Ó meu sorriso de moço
Raminho de flor de cera
Folha a folha desfolhado
Por uma noiva que espera
Ai pudesse eu acreditar
Que a madrugada
Viria sem a chamar
Sem que peça mais nada
Lenços de adeus à partida
Nas nossas mãos, amarrados
Ganhemos juntos a vida
Que perdemos separados
Bairro Alto à Madragoa
Ai mil telhados tem Lisboa
Rasga-me a tarde no peito
Abre a noite lado a lado
Seja a coberta do leito
O grito do meu pecado
O futuro
Soneto de Ary dos Santos
Gravado pelo poeta no álbum *Ary 80*
Isto vai meus amigos, isto vai
Um passo atrás são sempre dois em frente
E um povo verdadeiro não se trai
Não quer gente mais gente que outra gente
Isto vai meus amigos, isto vai
O que é preciso é ter sempre presente
Que o presente é um tempo que se vai
E o futuro é o tempo resistente
Depois da tempestade há a bonança
Que é verde como a cor que tem a esperança
Quando a água de Abril sobre nós cai
O que é preciso é termos confiança
Se fizermos de Maio a nossa lança
Isto vai meus amigos, isto vai
Gravado pelo poeta no álbum *Ary 80*
Informação de Alvaro José Ferreira
Isto vai meus amigos, isto vai
Um passo atrás são sempre dois em frente
E um povo verdadeiro não se trai
Não quer gente mais gente que outra gente
Isto vai meus amigos, isto vai
O que é preciso é ter sempre presente
Que o presente é um tempo que se vai
E o futuro é o tempo resistente
Depois da tempestade há a bonança
Que é verde como a cor que tem a esperança
Quando a água de Abril sobre nós cai
O que é preciso é termos confiança
Se fizermos de Maio a nossa lança
Isto vai meus amigos, isto vai
Verdes trigais em flor
Letra e música de José Cid
Repertório do autor
Tenho na ideia uma aldeia e um bosque
De giestas a abrir em flor
E as desfolhadas p'lo São João
Com mil fogueiras de amor
Tenho na ideia um campo de trigo
Onde te amei de fugida
E os caminhos que eu percorri
Nos secos trigais da vida
Verdes, verdes trigais em flor
Na lembrança que se apagou
Desse terno e primeiro amor
Nesse tempo que não voltou;
Verdes, verdes trigais em flor
Na lembrança que eu não esqueci
Verdes, verdes trigais em flor
Tudo o que em mim ficou, de ti
Lembras-me igrejas de campanário
E o som das Avé-Marias
Lembras-me a feira de São Martinho
E o pôr-do-sol na lezíria
Lembras-me o campo de trigo tão verde
Onde eu te amei de fugida
E os caminhos que eu percorri
Nos secos trigais da vida
Tenho na ideia uma aldeia e um bosque
De giestas a abrir em flor
E as desfolhadas p'lo São João
Com mil fogueiras de amor
Tenho na ideia um campo de trigo
Onde te amei de fugida
E os caminhos que eu percorri
Nos secos trigais da vida
Verdes, verdes trigais em flor
Na lembrança que se apagou
Desse terno e primeiro amor
Nesse tempo que não voltou;
Verdes, verdes trigais em flor
Na lembrança que eu não esqueci
Verdes, verdes trigais em flor
Tudo o que em mim ficou, de ti
Lembras-me igrejas de campanário
E o som das Avé-Marias
Lembras-me a feira de São Martinho
E o pôr-do-sol na lezíria
Lembras-me o campo de trigo tão verde
Onde eu te amei de fugida
E os caminhos que eu percorri
Nos secos trigais da vida
O bairro do fado morto
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Há no bairro da cidade uma verdade
Que o progresso não destrói
Porque nas pedras velhinhas
Pode ler-se como em linhas o que ele foi
Por cada pedra caída já sem vida
Fica sempre em cada rua
Uma outra com certeza
A falar-nos da beleza que se destrua
Quem seja artista
E veja um bairro morrer
Guarda bem dentro da vista
O que não pode esquecer
E a conquista
Do progresso que chegou
Não convence um só fadista
Que a harmonia acabou
Nenhum artista perdoa
Que Lisboa seja tão sacrificada
Pois onde havia cem flores
Voou tudo pelos ares e não há nada
Ficou um largo, bem sei, já lá passei
Mas ao ver aquele chão
Eu senti dentro do peito
Uma falta de respeito e ingratidão
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Há no bairro da cidade uma verdade
Que o progresso não destrói
Porque nas pedras velhinhas
Pode ler-se como em linhas o que ele foi
Por cada pedra caída já sem vida
Fica sempre em cada rua
Uma outra com certeza
A falar-nos da beleza que se destrua
Quem seja artista
E veja um bairro morrer
Guarda bem dentro da vista
O que não pode esquecer
E a conquista
Do progresso que chegou
Não convence um só fadista
Que a harmonia acabou
Nenhum artista perdoa
Que Lisboa seja tão sacrificada
Pois onde havia cem flores
Voou tudo pelos ares e não há nada
Ficou um largo, bem sei, já lá passei
Mas ao ver aquele chão
Eu senti dentro do peito
Uma falta de respeito e ingratidão
Nesse dia meu amor
Letra e música de Fernando Girão
Repertório do autor
Se algum dia as palavras
Ficarem fartas de mim
E eu não puder juntá-las
De uma forma diferente
Nesse dia meu amor
Eu deixarei de ser gente
Se eu não escrever mais nada
E ficar adormecido
Ou nas noites sem dormir
Eu não conseguir criar
Nesse dia meu amor
Eu deixarei de te amar
Se eu não conseguir algum dia
Inventar as harmonias
Ou construir as melodias
Da forma que hoje eu sei
Nesse dia meu amor
Nesse dia eu morrerei
Repertório do autor
Se algum dia as palavras
Ficarem fartas de mim
E eu não puder juntá-las
De uma forma diferente
Nesse dia meu amor
Eu deixarei de ser gente
Se eu não escrever mais nada
E ficar adormecido
Ou nas noites sem dormir
Eu não conseguir criar
Nesse dia meu amor
Eu deixarei de te amar
Se eu não conseguir algum dia
Inventar as harmonias
Ou construir as melodias
Da forma que hoje eu sei
Nesse dia meu amor
Nesse dia eu morrerei
Quadras aos dias tristes
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Negra vida, tristes dias
Entre guerras, sofrimentos
Morreram as alegrias
Secaram contentamentos
Lágrimas que foram choradas
Há muito o tempo as levou
Só podem ser recordadas
Por quem então as chorou
Elas foram rios de dor
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Negra vida, tristes dias
Entre guerras, sofrimentos
Morreram as alegrias
Secaram contentamentos
Lágrimas que foram choradas
Há muito o tempo as levou
Só podem ser recordadas
Por quem então as chorou
Elas foram rios de dor
A chorar sonhos perdidos
Um adeus dado ao amor
Um adeus dado ao amor
Um esvaziar dos sentidos
Cansadas de deslizar
Apenas correm prá alma
Ninguém as pode secar
Ninguém lhes pode dar calma
Voam mísseis pelo ar
Cansadas de deslizar
Apenas correm prá alma
Ninguém as pode secar
Ninguém lhes pode dar calma
Voam mísseis pelo ar
Anunciando desgraça
Sem saber quem vão matar
Sem saber quem vão matar
Numa completa devassa
E a morte vai caindo
Sobre gente acantonada
E os discursos vão saindo
Em voz grave, já cansada
Há muita gente a nascer
E a morte vai caindo
Sobre gente acantonada
E os discursos vão saindo
Em voz grave, já cansada
Há muita gente a nascer
Aqui, ali, acolá
É preciso alguém morrer
É preciso alguém morrer
Para que eles caibam cá
E é nesta cruel frieza
Da morte vencendo a vida
Que vamos tendo a certeza
Desta batalha perdida
E é nesta cruel frieza
Da morte vencendo a vida
Que vamos tendo a certeza
Desta batalha perdida
Umbadá
Letra e música de Jorge Fernando
Repertório do autor
Festival da RTP 1985
É umbadá, umbadeó umbadá
É umbadá, umbadeó umbadá
Herdou da noite a cor que é cor de mistério
Mas tinha brancos os cabelos e a alma
Tinha nos olhos a certeza que há no sério
E no sorriso a doçura e a calma
Foram seus braços o meu berço preferido
Sua canção foi o feitiço apetecido
Que me embalava e eu menino adormecido
Ouvia a sonhar
É umbadá, umbadeó umbadá
É umbadá, etc, etc.
Suas mãos negras se juntavam a pedir
Senhor Jesus olha o menino meu senhor
Faz que o demónio não o venha a perseguir
Senhor jesus mostra-lhe a paz e o amor
Sou eu quem peço agora na minha oração
Para que Deus te mostre a minha gratidão
Não te esqueci nem esqueci a tua canção
Que canto para ti
É umbadá, umbadeó, umbadá
É umbadá, etc, etc.
Repertório do autor
Festival da RTP 1985
É umbadá, umbadeó umbadá
É umbadá, umbadeó umbadá
Herdou da noite a cor que é cor de mistério
Mas tinha brancos os cabelos e a alma
Tinha nos olhos a certeza que há no sério
E no sorriso a doçura e a calma
Foram seus braços o meu berço preferido
Sua canção foi o feitiço apetecido
Que me embalava e eu menino adormecido
Ouvia a sonhar
É umbadá, umbadeó umbadá
É umbadá, etc, etc.
Suas mãos negras se juntavam a pedir
Senhor Jesus olha o menino meu senhor
Faz que o demónio não o venha a perseguir
Senhor jesus mostra-lhe a paz e o amor
Sou eu quem peço agora na minha oração
Para que Deus te mostre a minha gratidão
Não te esqueci nem esqueci a tua canção
Que canto para ti
É umbadá, umbadeó, umbadá
É umbadá, etc, etc.
Casa de Fados
Desgarrada no filme de Carlos Saura
Direitos autorais reservados
Vicente da Câmara
Direitos autorais reservados
Vicente da Câmara
Uma amizade perdida
Nunca mais pode voltar
É amizade fingida
Se vai e volta a brincar
Ninguém dá nada, se atrás
Não vier contra-valor
Só um amigo é capaz
Sem receber dar amor
Maria da Nazaré
Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga
Minha mãe, eu choro a noite
Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida
Já não têm outro mundo
Por isso sou este canto
Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo
Sem destino, mas com fado
Ana Sofia Varela
Talvez o fado me diga
O que ninguém quer dizer
E por isso eu o persiga
Para nele me entender
Meu amor tenho cantado
Sobre um céu tão derradeiro
Que me entrego em cada fado
Como se fosse o primeiro
Talvez o fado não peça
Tudo aquilo que lhe dou
Por isso por mais que o esqueça
Ele não esquece o que eu sou
Carminho
Chorava por te não ver
Por te ver eu choro agora
Mas choro só por querer
Querer ver-te a toda a hora
Passa o tempo de corrida
Quando falas eu te escuto
Nas horas da nossa vida
Cada hora é um minuto
Deixa-te estar a meu lado
E não mais te vás embora
Para meu coração coitado
Viver na vida uma hora
Ricardo Ribeiro
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
Pedro Moutinho
Fadistas venham comigo
Ouvir o fado vadio
E cantar ao desafio
Num castiço bairro antigo
Ricardo Ribeiro
Vamos lá, como eu lhes digo
Nunca mais pode voltar
É amizade fingida
Se vai e volta a brincar
Ninguém dá nada, se atrás
Não vier contra-valor
Só um amigo é capaz
Sem receber dar amor
Maria da Nazaré
Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga
Minha mãe, eu choro a noite
Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida
Já não têm outro mundo
Por isso sou este canto
Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo
Sem destino, mas com fado
Ana Sofia Varela
Talvez o fado me diga
O que ninguém quer dizer
E por isso eu o persiga
Para nele me entender
Meu amor tenho cantado
Sobre um céu tão derradeiro
Que me entrego em cada fado
Como se fosse o primeiro
Talvez o fado não peça
Tudo aquilo que lhe dou
Por isso por mais que o esqueça
Ele não esquece o que eu sou
Carminho
Chorava por te não ver
Por te ver eu choro agora
Mas choro só por querer
Querer ver-te a toda a hora
Passa o tempo de corrida
Quando falas eu te escuto
Nas horas da nossa vida
Cada hora é um minuto
Deixa-te estar a meu lado
E não mais te vás embora
Para meu coração coitado
Viver na vida uma hora
Ricardo Ribeiro
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
Pedro Moutinho
Fadistas venham comigo
Ouvir o fado vadio
E cantar ao desafio
Num castiço bairro antigo
Ricardo Ribeiro
Vamos lá, como eu lhes digo
E hão-de ver de madrugada
Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama;
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
Pedro Moutinho
Eu sei que o mundo falava
Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama;
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
Pedro Moutinho
Eu sei que o mundo falava
Mas por certo, com maldade
Pois nem sempre era verdade
Aquilo que se contava
Ricardo e Pedro
Muita gente ali, levava
Viva sã e sossegada
Sob uma fama malvada
Que a salpicava de lama;
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
Pois nem sempre era verdade
Aquilo que se contava
Ricardo e Pedro
Muita gente ali, levava
Viva sã e sossegada
Sob uma fama malvada
Que a salpicava de lama;
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
Cantaremos o presente
Vicente e Teresa da Câmara / Popular
Repertório de Vicente e Teresa da Câmara
Essa guitarra que tenho
Tenho sempre acompanhado
Sem ela já não me avenho
Não posso cantar o fado
Esta minha guitarrinha
Tem o som da mocidade
Mas quando for já velhinha
Há de cantar a saudade
É amor, é amizade
Encantos que a vida tem
É o cantar à desgarrada
Co’a minha neta também
Gosto desta desgarrada
Saiu-me do coração
Cá p’ra mim estou encantada
O meu avô tem razão
Cantaremos o presente
Nem futuro, nem passado
E aquilo que a gente sente
Cabe tudo nesse fado
Repertório de Vicente e Teresa da Câmara
Essa guitarra que tenho
Tenho sempre acompanhado
Sem ela já não me avenho
Não posso cantar o fado
Esta minha guitarrinha
Tem o som da mocidade
Mas quando for já velhinha
Há de cantar a saudade
É amor, é amizade
Encantos que a vida tem
É o cantar à desgarrada
Co’a minha neta também
Gosto desta desgarrada
Saiu-me do coração
Cá p’ra mim estou encantada
O meu avô tem razão
Cantaremos o presente
Nem futuro, nem passado
E aquilo que a gente sente
Cabe tudo nesse fado
Ninguém quer saber de mim
João Dias / Júlio Proença
Repertório de Deolinda Leones
Não me perguntem quem sou
Donde vim, p’ra onde vou
Se ‘stou triste ou se contente
Barco de vela rasgada
Sigo ao encontro do nada
Que me chama do poente
Meus olhos plantaram estrelas
Ninguém se ergueu a colhê-las
Apagaram-se cansadas
Fez-se a noite mais escura
Este negrume perdura
Sem esperança de madrugada
No mar da minha ansiedade
Naufrago até à saudade
Do que já fui e passou
Não queiram saber de mim
Que eu sigo direita ao fim
Contente de ser quem sou
Repertório de Deolinda Leones
Não me perguntem quem sou
Donde vim, p’ra onde vou
Se ‘stou triste ou se contente
Barco de vela rasgada
Sigo ao encontro do nada
Que me chama do poente
Meus olhos plantaram estrelas
Ninguém se ergueu a colhê-las
Apagaram-se cansadas
Fez-se a noite mais escura
Este negrume perdura
Sem esperança de madrugada
No mar da minha ansiedade
Naufrago até à saudade
Do que já fui e passou
Não queiram saber de mim
Que eu sigo direita ao fim
Contente de ser quem sou
Ontem, hoje e amanhã
Letra e música de José Cid
Repertório do autor
Ontem eras a menina
Mais alegre e mais bonita
Repertório do autor
Ontem eras a menina
Mais alegre e mais bonita
Que eu já conheci
Laçarote no cabelo
E um fato à maruja
Laçarote no cabelo
E um fato à maruja
Feito de cetim
Fazias-me as contas de multiplicar
E no fim das contas íamos brincar
Às casinhas, aos cowboys
Aos polícias e ladrões
Já eu te amava sem saber
Ontem, hoje e amanhã
Hoje dormes a meu lado
Mas eu fico acordado
Fazias-me as contas de multiplicar
E no fim das contas íamos brincar
Às casinhas, aos cowboys
Aos polícias e ladrões
Já eu te amava sem saber
Ontem, hoje e amanhã
Hoje dormes a meu lado
Mas eu fico acordado
Vendo-te a dormir
Chego tarde e cansado
Do trabalho, da cidade
Chego tarde e cansado
Do trabalho, da cidade
Esperas-me a sorrir
E vens-te abraçar a mim, com tal calor
Fazes-me esquecer o dia que passou
O andar, aluguer
Lado a lado para viver
Ontem, hoje e amanhã
Ontem, hoje e amanhã
Amanhã no fim da vida
Hás-de ser a minha querida
E vens-te abraçar a mim, com tal calor
Fazes-me esquecer o dia que passou
O andar, aluguer
Lado a lado para viver
Ontem, hoje e amanhã
Ontem, hoje e amanhã
Amanhã no fim da vida
Hás-de ser a minha querida
O meu grande amor
Partiremos de avião
P’ró Egipto, p’ró Japão
Partiremos de avião
P’ró Egipto, p’ró Japão
Ou p’ró Equador
Temos pouco tempo para recordar
Sabes, nunca é tarde para começar
Ontem, hoje e amanhã
Revivendo um grande amor
Ontem, hoje e amanhã
Ontem, hoje e amanhã
Temos pouco tempo para recordar
Sabes, nunca é tarde para começar
Ontem, hoje e amanhã
Revivendo um grande amor
Ontem, hoje e amanhã
Ontem, hoje e amanhã
Teu cheiro
Helena de Castro / Casimiro Ramos *fado margarida*
Repertório de Helena de Castro
Guardo em mim o cheiro do teu amor
Cobrindo o meu corpo como lençol
Cheira a pinho, tem perfume de flor
De verdes campos, beijados p’lo sol
Molha meu corpo com tuas marés
Nelas tens o cheiro a maresia
Então, envolta nessa magia
Deixa que adormeça a teus pés
Se partes, fica esse teu odor
Penso que ainda estás comigo
A mistura do cheiro é melhor
Quando faço e quero amor contigo
Meu amor, é no paraíso
Que me encontro e me dou assim
Para ser tua nada mais preciso
Que teu cheiro, guardado em mim
Repertório de Helena de Castro
Guardo em mim o cheiro do teu amor
Cobrindo o meu corpo como lençol
Cheira a pinho, tem perfume de flor
De verdes campos, beijados p’lo sol
Molha meu corpo com tuas marés
Nelas tens o cheiro a maresia
Então, envolta nessa magia
Deixa que adormeça a teus pés
Se partes, fica esse teu odor
Penso que ainda estás comigo
A mistura do cheiro é melhor
Quando faço e quero amor contigo
Meu amor, é no paraíso
Que me encontro e me dou assim
Para ser tua nada mais preciso
Que teu cheiro, guardado em mim
Um motivo para cantar
Pedro Osório / Paco Bandeira
Repertório de Paco Bandeira
Não é no céu nos espaços siderais
Para lá do sol no infinito
Que o homem é maior que os seus iguais
Mesmo que esteja escrito
Que existe um espaço lá no universo
Que lhe dará poder
Melhor, melhor que vencer
É termos o direito de viver
Vamos cantar, cantar não cansa
E convidar toda a gente
Para a nossa festa de esperança
Não é preciso cruzar a Via Láctea
Para descobrir o mal do tempo
Basta parar e olhar à nossa volta
E pensar um momento
O nosso tempo é feito de ambições
De guerras por travar
Melhor, melhor que lutar
É termos um motivo para cantar
Repertório de Paco Bandeira
Não é no céu nos espaços siderais
Para lá do sol no infinito
Que o homem é maior que os seus iguais
Mesmo que esteja escrito
Que existe um espaço lá no universo
Que lhe dará poder
Melhor, melhor que vencer
É termos o direito de viver
Vamos cantar, cantar não cansa
E convidar toda a gente
Para a nossa festa de esperança
Não é preciso cruzar a Via Láctea
Para descobrir o mal do tempo
Basta parar e olhar à nossa volta
E pensar um momento
O nosso tempo é feito de ambições
De guerras por travar
Melhor, melhor que lutar
É termos um motivo para cantar
Pousa as mãos no meu cansaço
João Dias / Alfredo Duarte *mocita dos caracóis*
Repertório de Jorge Martinho
Pousa as mãos no meu cansaço
Toda amor, toda perdão
Infinita em teu regaço
Minha mãe, meu pão, meu chão
Pousa as mãos no meu cansaço
Meu pranto seria um rio
Das mais agitadas águas
Venho do fundo sombrio
Corpo de todas as mágoas
Meu pranto seria um rio
Meu sangue, meu universo
Veste-me a alma de afagos
Volto à procura de berço
Olhos doces, doces lagos
Meu sangue, meu universo
Pousa as mãos no meu cansaço
E embala-me novamente
No berço do teu regaço
Mãe, como cansa ser gente
Pousa as mãos no meu cansaço
João Dias / Carlos Neves *fado tamanquinhas*
Repertório de Alice Pires
Pousa as mãos no meu cansaço
Toda amor, toda perdão
Infinito é teu regaço
Minha mãe, meu pão, meu chão
Pousa as mãos no meu cansaço
Meu pranto seria um rio
Das mais agitadas águas
Venho do fundo sombrio
Corpo de todas as mágoas
Meu pranto seria um rio
Pousa as mãos no meu cansaço
Embala-me novamente
No berço do teu regaço
Mãe, como cansa ser gente
Pousa as mãos no meu cansaço
Repertório de Jorge Martinho
Pousa as mãos no meu cansaço
Toda amor, toda perdão
Infinita em teu regaço
Minha mãe, meu pão, meu chão
Pousa as mãos no meu cansaço
Meu pranto seria um rio
Das mais agitadas águas
Venho do fundo sombrio
Corpo de todas as mágoas
Meu pranto seria um rio
Meu sangue, meu universo
Veste-me a alma de afagos
Volto à procura de berço
Olhos doces, doces lagos
Meu sangue, meu universo
Pousa as mãos no meu cansaço
E embala-me novamente
No berço do teu regaço
Mãe, como cansa ser gente
Pousa as mãos no meu cansaço
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Outra versão
Poisa as mãos no meu cansaçoJoão Dias / Carlos Neves *fado tamanquinhas*
Repertório de Alice Pires
Pousa as mãos no meu cansaço
Toda amor, toda perdão
Infinito é teu regaço
Minha mãe, meu pão, meu chão
Pousa as mãos no meu cansaço
Meu pranto seria um rio
Das mais agitadas águas
Venho do fundo sombrio
Corpo de todas as mágoas
Meu pranto seria um rio
Pousa as mãos no meu cansaço
Embala-me novamente
No berço do teu regaço
Mãe, como cansa ser gente
Pousa as mãos no meu cansaço
Original
Poema de Ary dos Santos
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Original é o poeta que se origina a si mesmo
Que numa sílaba é seta noutra pasmo e cataclismo
O que se atira ao poema como se fosse ao abismo
E faz um filho ás palavras na cama do romantismo
Original é o poeta capaz de escrever em sismo
Original é o poeta de origem clara e comum
Que sendo de toda a parte não é de lugar algum
O que gera a própria arte na força de ser só um
Por todos a quem a sorte faz devorar em jejum
Original é o poeta que de todos for só um
Original é o poeta expulso do paraíso
Por saber compreender o que é o choro e o riso
Aquele que desce á rua bebe copos quebra nozes
E ferra em quem tem juízo versos brancos e ferozes
Original é o poeta que é gato de sete vozes
Original é o poeta que chega ao despudor
De escrever todos os dias como se fizesse amor
Esse que despe a poesia como se fosse mulher
E nela emprenha a alegria de ser um homem qualquer
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Original é o poeta que se origina a si mesmo
Que numa sílaba é seta noutra pasmo e cataclismo
O que se atira ao poema como se fosse ao abismo
E faz um filho ás palavras na cama do romantismo
Original é o poeta capaz de escrever em sismo
Original é o poeta de origem clara e comum
Que sendo de toda a parte não é de lugar algum
O que gera a própria arte na força de ser só um
Por todos a quem a sorte faz devorar em jejum
Original é o poeta que de todos for só um
Original é o poeta expulso do paraíso
Por saber compreender o que é o choro e o riso
Aquele que desce á rua bebe copos quebra nozes
E ferra em quem tem juízo versos brancos e ferozes
Original é o poeta que é gato de sete vozes
Original é o poeta que chega ao despudor
De escrever todos os dias como se fizesse amor
Esse que despe a poesia como se fosse mulher
E nela emprenha a alegria de ser um homem qualquer
Um resto de Mouraria
Carlos Conde / Martinho d'Assunção
Repertório de Alfredo Duarte Jnr.
Naquela viela antiga
Dum bairro mal-afamado
Vinha um resto de cantiga
E um vago sabor a fado
E vi de longe, da esquina
Uma imagem de Jesus
Uma luz de lamparina
E uma sombra aos pés da cruz
O fado era a saudade, era uma reza
E a voz o precipício da tristeza
Era a amargura a cantar
Era a voz da nostalgia
A chorar p'la Mouraria
Bancos de pinho a um lado
Doutro lado um canapé
E um Cristo crucificado
Iluminado p’la fé
Meu olhar turvou de pranto
Era tudo quanto via
Daquele velho recanto
Dum resto de Mouraria
Repertório de Alfredo Duarte Jnr.
Existe uma versão ligeiramente diferente
no repertório de Celeste Rodrigues
Naquela viela antiga
Dum bairro mal-afamado
Vinha um resto de cantiga
E um vago sabor a fado
E vi de longe, da esquina
Uma imagem de Jesus
Uma luz de lamparina
E uma sombra aos pés da cruz
O fado era a saudade, era uma reza
E a voz o precipício da tristeza
Era a amargura a cantar
Era a voz da nostalgia
A chorar p'la Mouraria
Bancos de pinho a um lado
Doutro lado um canapé
E um Cristo crucificado
Iluminado p’la fé
Meu olhar turvou de pranto
Era tudo quanto via
Daquele velho recanto
Dum resto de Mouraria
Fado antigo
Direitos Reservados/ Raúl Pinto
Repertório de Vicente da Câmara
De tanto, tanto, cantar
Já nem sei o que é chorar
Dando alívio à minha mágoa
E às vezes, quando canto
A minha dor sinto tanto
Tenho os olhos rasos de água
Meu amor, quando me ouvires
Se saudade ainda sentires
Do tempo que já passou
Escusas de pedir perdão
Que o meu pobre coração
Já tudo te perdoou
E enquanto a guitarra toca
A minha saudade evoca
Os dias que já vivi
E então como um lamento
Levo ao céu o pensamento
Que trago agarrado em ti
Repertório de Vicente da Câmara
De tanto, tanto, cantar
Já nem sei o que é chorar
Dando alívio à minha mágoa
E às vezes, quando canto
A minha dor sinto tanto
Tenho os olhos rasos de água
Meu amor, quando me ouvires
Se saudade ainda sentires
Do tempo que já passou
Escusas de pedir perdão
Que o meu pobre coração
Já tudo te perdoou
E enquanto a guitarra toca
A minha saudade evoca
Os dias que já vivi
E então como um lamento
Levo ao céu o pensamento
Que trago agarrado em ti
À procura de amigos
Letra e música de Paco Bandeira
Repertório do autor
Se trouxeres palavras novas
Novas e cheias
Não temas lançá-las ao vento
Se procuras um amigo
Conta comigo
Amigos seremos mais tempo
À procura de amigos
Conheci novos abrigos
A fidalgos e mendigos dei a mão
Abri novas cancelas
Entre lustres e candeias
A meias, enfrentei a solidão
Se me ouvires cantar eu digo
Canta comigo
Quem canta tem asas na voz
Se quiseres ficar eu sigo
Adeus amigo
Há sempre quem goste de nós
Repertório do autor
Se trouxeres palavras novas
Novas e cheias
Não temas lançá-las ao vento
Se procuras um amigo
Conta comigo
Amigos seremos mais tempo
À procura de amigos
Conheci novos abrigos
A fidalgos e mendigos dei a mão
Abri novas cancelas
Entre lustres e candeias
A meias, enfrentei a solidão
Se me ouvires cantar eu digo
Canta comigo
Quem canta tem asas na voz
Se quiseres ficar eu sigo
Adeus amigo
Há sempre quem goste de nós
Aliança
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
No sossego dos meus dias
Inda bailam fantasias
Restos de tantas loucuras
E senhoras de ironias
Já não vivem euforias
Mas recordam aventuras
E o meu sorriso, saudoso
Num silêncio caridoso
Fica preso na memória
E o Tempo que foi maldoso
Toma ares de caridoso
Ao lembrar-me tanta história
Andam mudando de dono
Sem conhecer abandono
As joviais fantasias
Filhas de um novo patrono
Que não conhece o Outono
Onde moram os meus dias
Fantasia sem idade
Ligou-se agora à saudade
Marcham juntas de mãos dadas
E eu julgo que é felicidade
Que vivam nessa irmandade
Em minh´alma, conservadas
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
No sossego dos meus dias
Inda bailam fantasias
Restos de tantas loucuras
E senhoras de ironias
Já não vivem euforias
Mas recordam aventuras
E o meu sorriso, saudoso
Num silêncio caridoso
Fica preso na memória
E o Tempo que foi maldoso
Toma ares de caridoso
Ao lembrar-me tanta história
Andam mudando de dono
Sem conhecer abandono
As joviais fantasias
Filhas de um novo patrono
Que não conhece o Outono
Onde moram os meus dias
Fantasia sem idade
Ligou-se agora à saudade
Marcham juntas de mãos dadas
E eu julgo que é felicidade
Que vivam nessa irmandade
Em minh´alma, conservadas
Arraia miúda
Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Como a pedra mais vetusta
A gritar uma memória
Eu canto a lembrança justa
Dos que morreram sem história
Ó gente de alma desnuda
Como vos quero e vos louvo
Aquela arraia miúda
Que por ser se chama povo
Vosso sangue disse grei
O suor vento de vela
Os ombros trono de rei
Madeira de caravela
Vossas mãos foram searas
E armas de as defender
As terras que semearam
Ninguém as pode ofender
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Como a pedra mais vetusta
A gritar uma memória
Eu canto a lembrança justa
Dos que morreram sem história
Ó gente de alma desnuda
Como vos quero e vos louvo
Aquela arraia miúda
Que por ser se chama povo
Vosso sangue disse grei
O suor vento de vela
Os ombros trono de rei
Madeira de caravela
Vossas mãos foram searas
E armas de as defender
As terras que semearam
Ninguém as pode ofender
Um grande, grande amor
Letra e música de José Cid
Repertório do autor
1º lugar no Festival RTP 1980
Addio, adieu
Aufwiedersehen, goodbye
Amore, amour
Meine liebe, love of my life
Se o nosso amor findar
Só me ouvirás cantar
Addio, adieu
Aufwiedersehen, goodbye
Amore, amour
Meine liebe, love of my life
Este amor não tem grades
Fronteiras, barreiras, muro em Berlim
É o grito do meu universo
Das estrelas p'ra onde eu regresso
Onde sempre esta música paira no ar
Este amor é um pássaro livre
Voando… no céu azul
Que compôs a mais bela canção
Deste mundo… de norte a sul
E as palavras que eu uso em refrão
Fazem parte da mesma canção
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão
Repertório do autor
1º lugar no Festival RTP 1980
Addio, adieu
Aufwiedersehen, goodbye
Amore, amour
Meine liebe, love of my life
Se o nosso amor findar
Só me ouvirás cantar
Addio, adieu
Aufwiedersehen, goodbye
Amore, amour
Meine liebe, love of my life
Este amor não tem grades
Fronteiras, barreiras, muro em Berlim
É um mar, é um rio
É uma fonte que nasce dentro de mim
É uma fonte que nasce dentro de mim
É o grito do meu universo
Das estrelas p'ra onde eu regresso
Onde sempre esta música paira no ar
Este amor é um pássaro livre
Voando… no céu azul
Que compôs a mais bela canção
Deste mundo… de norte a sul
E as palavras que eu uso em refrão
Fazem parte da mesma canção
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão
Balada do estudante
Popular / Arranjos de Paulo Alão
Repertório de Adriano Correia de Oliveira
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento na bandeira
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão
Repertório de Adriano Correia de Oliveira
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento na bandeira
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão
O fado não morre
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Dizem que o fado passou, morreu
Que o fado perdeu parte do encanto
Que não se canta à fadista e eu
Canto o fado como canto
O fado não morre, nem passa
Terá sempre a graça
Do povo que o fez
É filho d’amor e saudade
E tem a vaidade
De ser português
Porque ruiu toda a Mouraria
Dizem que o fado acabou então
O fado é feito de cantaria
Ou feito do coração
As pedras caídas, tombadas
Estarão recordadas de todo o passado
São frias, sem alma a vibrar
Ouviram cantar, mas não são o fado
O fado nasce quando nascemos
E vive desde que se é menino
Um fado todos na vida temos
Porque o fado é o destino
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Dizem que o fado passou, morreu
Que o fado perdeu parte do encanto
Que não se canta à fadista e eu
Canto o fado como canto
O fado não morre, nem passa
Terá sempre a graça
Do povo que o fez
É filho d’amor e saudade
E tem a vaidade
De ser português
Porque ruiu toda a Mouraria
Dizem que o fado acabou então
O fado é feito de cantaria
Ou feito do coração
As pedras caídas, tombadas
Estarão recordadas de todo o passado
São frias, sem alma a vibrar
Ouviram cantar, mas não são o fado
O fado nasce quando nascemos
E vive desde que se é menino
Um fado todos na vida temos
Porque o fado é o destino
Canção da tristeza alegre
António Lobo Antunes / José Luís Tinoco
Repertório de Carlos do Carmo
Esquece estas mãos
Estes lábios e dedos e braços
De quem é essa voz que me toca
De quem são estes passos
De quem os gestos
A secar no estendal de outra lua
Esta roupa que juntos vestimos
E você deixa mais nua
De quem a voz
Que hoje vem segredar-me ao ouvido
Coisas que dizes
Sem que eu tenha sentido
Ai, que tristeza
Não haver um olhar na varanda
Que pudesse gritar a alegria
Que no meu fado ainda anda
De quem à noite
Tão mais noite que a noite que tenho
Que me faz perguntar às estátuas
De que rua é que eu venho
Quem me procura
E me fala ao ouvido em segredo
É o teu braço que guia no escuro
O meu corpo com medo
Repertório de Carlos do Carmo
Esquece estas mãos
Estes lábios e dedos e braços
De quem é essa voz que me toca
De quem são estes passos
De quem os gestos
A secar no estendal de outra lua
Esta roupa que juntos vestimos
E você deixa mais nua
De quem a voz
Que hoje vem segredar-me ao ouvido
Coisas que dizes
Sem que eu tenha sentido
Ai, que tristeza
Não haver um olhar na varanda
Que pudesse gritar a alegria
Que no meu fado ainda anda
De quem à noite
Tão mais noite que a noite que tenho
Que me faz perguntar às estátuas
De que rua é que eu venho
Quem me procura
E me fala ao ouvido em segredo
É o teu braço que guia no escuro
O meu corpo com medo
Maria do mar
*Noivado na praia*
Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Maria do mar
Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Maria do mar
Já pode casar, já tem enxoval
Lençóis de luar, colchas de cambraia
Tecidos p’lo mar n’areia da praia
O noivo é bonito, tem um barquito
Lençóis de luar, colchas de cambraia
Tecidos p’lo mar n’areia da praia
O noivo é bonito, tem um barquito
Pesqueiro de sonhos
Os olhos risonhos são marés serenas
Que dá gosto olhá-los de leais e puros
E nas mãos morenas, riqueza de calos
Que os remos são duros
Maria do mar
Já pode casar, já tem enxoval
Vestido de mar, grinalda d’estrelas
E lindas chinelas bordadas de sal
Já tem enxoval
Já pode casar
Maria do mar
Os olhos risonhos são marés serenas
Que dá gosto olhá-los de leais e puros
E nas mãos morenas, riqueza de calos
Que os remos são duros
Maria do mar
Já pode casar, já tem enxoval
Vestido de mar, grinalda d’estrelas
E lindas chinelas bordadas de sal
Já tem enxoval
Já pode casar
Maria do mar
O condão do pranto
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Quando a alma sofre tanto
Que nem todo o nosso pranto
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Quando a alma sofre tanto
Que nem todo o nosso pranto
Dilui a dor um bocado
É que chegámos ao muro
Chamado fim do futuro
É que chegámos ao muro
Chamado fim do futuro
E princípio do passado
Daí p’ra lá o que resta
É o tempo que não presta
Daí p’ra lá o que resta
É o tempo que não presta
Da vida que Deus nos deu
Quem vive sem ilusões
Sem amor, sem emoções
Quem vive sem ilusões
Sem amor, sem emoções
Anda vivo e já morreu
Quando se é novo
O choro disfarça o sofrer
Mas com o rodar dos anos
Vai perdendo esse poder
Pois quando a água
Dos olhos de cada um
Está saturada de mágoa
Já não tem poder algum
O pedacinho de vida
Duma lágrima caída
Quando se é novo
O choro disfarça o sofrer
Mas com o rodar dos anos
Vai perdendo esse poder
Pois quando a água
Dos olhos de cada um
Está saturada de mágoa
Já não tem poder algum
O pedacinho de vida
Duma lágrima caída
Dos novos tem o condão
De levar a amargura
As penas da desventura
De levar a amargura
As penas da desventura
P’ra fora do coração
Com o caminhar dos anos
Na estrada dos desenganos
Com o caminhar dos anos
Na estrada dos desenganos
E no sentir duma dor
Parece que o pranto faz
Com que a dor seja capaz
Parece que o pranto faz
Com que a dor seja capaz
De ser ainda maior
Poema duma saudade
Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Inventei este poema para ti
Dei-me toda à fantasia de o cantar
Foi com esta saudade que aprendi
Que a gente às vezes canta p’ra chorar
Foste um sonho, um sonho breve e mal vivido
Gota d’água sobre a areia do deserto
Como o estio sobre o campo ressequido
Com promessas de chuva a cair perto
Mal chegaste a entender meu pensamento
Onde estavas todo inteiro e triunfante
Retrato vivo, do mais vivo sentimento
Amor de sempre que durou um breve instante
Eis o poema resultante da saudade
Que como sombra me persegue em toda a parte
Cantá-lo foi prazer amargurado
Que bem amargo é o prazer de recordar-te
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Inventei este poema para ti
Dei-me toda à fantasia de o cantar
Foi com esta saudade que aprendi
Que a gente às vezes canta p’ra chorar
Foste um sonho, um sonho breve e mal vivido
Gota d’água sobre a areia do deserto
Como o estio sobre o campo ressequido
Com promessas de chuva a cair perto
Mal chegaste a entender meu pensamento
Onde estavas todo inteiro e triunfante
Retrato vivo, do mais vivo sentimento
Amor de sempre que durou um breve instante
Eis o poema resultante da saudade
Que como sombra me persegue em toda a parte
Cantá-lo foi prazer amargurado
Que bem amargo é o prazer de recordar-te
Luz de corvo
António Lobo Antunes / José Luís Tinoco
Repertório de Carlos do Carmo
Lua antiga és tu cidade
Corvo velho aqui sentado
Se amanheces quando é tarde
É p’ra ti este meu fado
Luz de corvo és teu navio
Asa aberta azul perfeito
Que suba a voz este rio
Lume d'água no teu peito
Lume d'água
No teu peito
Pedra viva és tu mulher
Meu país de lua amiga
Lume d'água
No teu peito
Que diga a noite o que quer
Que a manhã nada me diga
Cidade, infante perdido
À deriva pelas ruas
Caravela sem sentido
Mendigo de velas nuas
Que são a roupa à janela
Tendo molas por amarra
Cortinas de bambinela
Navegando para a barra
Repertório de Carlos do Carmo
Lua antiga és tu cidade
Corvo velho aqui sentado
Se amanheces quando é tarde
É p’ra ti este meu fado
Luz de corvo és teu navio
Asa aberta azul perfeito
Que suba a voz este rio
Lume d'água no teu peito
Lume d'água
No teu peito
Pedra viva és tu mulher
Meu país de lua amiga
Lume d'água
No teu peito
Que diga a noite o que quer
Que a manhã nada me diga
Cidade, infante perdido
À deriva pelas ruas
Caravela sem sentido
Mendigo de velas nuas
Que são a roupa à janela
Tendo molas por amarra
Cortinas de bambinela
Navegando para a barra
Capa negra, rosa negra
Adriano Correia de Oliveira / António Portugal
Repertório de Adriano
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento uma bandeira
Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra rosa negra
Bandeira de liberdade
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Não se pode acorrentar
Não se pode acorrentar
Repertório de Adriano
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento uma bandeira
Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra rosa negra
Bandeira de liberdade
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Não se pode acorrentar
Não se pode acorrentar
Alma rebelde
Letra e música de Fábio Espinosa
Repertório de José Alberto Reis
Vida minha… espera um pouco
Não me deixes esta noite, por favor
Vida minha… é tão cedo
Não acordes a manhã do nosso amor
Cada noite de amor que nós perdemos
É um dia a menos, que vivemos
E tu partes por capricho e nada mais
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Não sejas assim
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Eu sofro por ti
Só contigo eu sei falar
Só a ti eu sei amar
Tenho os braços tão cansados de esperar
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Não sejas cruel
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Escuta o que eu te digo
Eu não te posso prender
Mas se quiseres aprender
Fica apenas esta noite aqui comigo
Vida minha… espera um pouco
Hoje é o nosso aniversário, não esqueci
Vida minha… só p’ra ti
Trouxe as rosas mais bonitas que eu já vi
É o amor que eu te quero dar
Tão sincero não terás a mais
Porque partes por capricho e nada mais
Repertório de José Alberto Reis
Vida minha… espera um pouco
Não me deixes esta noite, por favor
Vida minha… é tão cedo
Não acordes a manhã do nosso amor
Cada noite de amor que nós perdemos
É um dia a menos, que vivemos
E tu partes por capricho e nada mais
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Não sejas assim
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Eu sofro por ti
Só contigo eu sei falar
Só a ti eu sei amar
Tenho os braços tão cansados de esperar
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Não sejas cruel
Alma rebelde, rebelde, rebelde
Escuta o que eu te digo
Eu não te posso prender
Mas se quiseres aprender
Fica apenas esta noite aqui comigo
Vida minha… espera um pouco
Hoje é o nosso aniversário, não esqueci
Vida minha… só p’ra ti
Trouxe as rosas mais bonitas que eu já vi
É o amor que eu te quero dar
Tão sincero não terás a mais
Porque partes por capricho e nada mais
Louco varrido
Letra de Alberto Janes
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Tempo endoidecido
Que corres, que voas de qualquer maneira
Não tomas sentido
E matas pessoas como brincadeira
Não gosto de ti e no que vivi
Tu tens-me iludido
Pensava que eras sensato
E és um louco varrido
Passam os dias
Em que há alegrias tão de repente
Que eu estou em crer
Não podes viver, nem conhecer
Alguém contente
E quando há pranto
Demoras tanto em cada hora
Que percebi maldade em ti
Como quem ri quando alguém chora
Ó tempo que vais
Não ensines mais na tua corrida
As tuas lições matando ilusões
Dão cabo da vida
Se eu não conhecesse
E nada soubesse do tempo vivido
Então eu não saberia
Que ele é um louco varrido
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Tempo endoidecido
Que corres, que voas de qualquer maneira
Não tomas sentido
E matas pessoas como brincadeira
Não gosto de ti e no que vivi
Tu tens-me iludido
Pensava que eras sensato
E és um louco varrido
Passam os dias
Em que há alegrias tão de repente
Que eu estou em crer
Não podes viver, nem conhecer
Alguém contente
E quando há pranto
Demoras tanto em cada hora
Que percebi maldade em ti
Como quem ri quando alguém chora
Ó tempo que vais
Não ensines mais na tua corrida
As tuas lições matando ilusões
Dão cabo da vida
Se eu não conhecesse
E nada soubesse do tempo vivido
Então eu não saberia
Que ele é um louco varrido
Fado do poucachinho
Jesus Zing / José Cid
Repertório de António Pelarigo
Quero que saibas de mim
O pouco que sei de ti
Desta saudade cansada
Da distância do caminho;
Quero que saibas de mim
O pouco que sei de ti
Não quero muito nem pouco
Apenas um poucachinho
Com estas palavras loucas
Palavras leva-as o vento
Escondo o meu sentimento
No fado do poucachinho;
Com estas palavras loucas
Eu tracei o meu caminho
E encontro o meu sentimento
No fado do poucachinho
Com o olhar de saudade
Do dia em que te perdi
Quero que saibas que guardo
O pouco que sei de ti;
Não quero muito nem pouco
Apenas um poucachinho
Desta saudade cansada
Da distância do caminho
Repertório de António Pelarigo
Quero que saibas de mim
O pouco que sei de ti
Desta saudade cansada
Da distância do caminho;
Quero que saibas de mim
O pouco que sei de ti
Não quero muito nem pouco
Apenas um poucachinho
Com estas palavras loucas
Palavras leva-as o vento
Escondo o meu sentimento
No fado do poucachinho;
Com estas palavras loucas
Eu tracei o meu caminho
E encontro o meu sentimento
No fado do poucachinho
Com o olhar de saudade
Do dia em que te perdi
Quero que saibas que guardo
O pouco que sei de ti;
Não quero muito nem pouco
Apenas um poucachinho
Desta saudade cansada
Da distância do caminho
Soneto a Cesário
Dinis Machado / José Luís Tinoco
Repertório de Carlos do Carmo
Se te encontrasse agora na paisagem
Noturna dos fantasmas da cidade
Contava-te dos nossos pobres versos
No teu rasto de sombra e claridade
Contava-te do frio que há em medir
A distância entre as mãos e as estrelas
Com lágrimas de pedra nos meus passos
E um cansaço impossível de escondê-las
Contava-te da nossa pobre história
De desenhar na sombra das paredes
E de tecer o destino que escolheres
De uma história de luas e de esquinas
Com retratos e flores da madrugada
Ou da luz, da luz de anoitecer
Repertório de Carlos do Carmo
Se te encontrasse agora na paisagem
Noturna dos fantasmas da cidade
Contava-te dos nossos pobres versos
No teu rasto de sombra e claridade
Contava-te do frio que há em medir
A distância entre as mãos e as estrelas
Com lágrimas de pedra nos meus passos
E um cansaço impossível de escondê-las
Contava-te da nossa pobre história
De desenhar na sombra das paredes
E de tecer o destino que escolheres
De uma história de luas e de esquinas
Com retratos e flores da madrugada
Ou da luz, da luz de anoitecer
Leitaria Garrett
Letra e música de Vitorino
Repertório do autor
No Chiado à tardinha, às vezes
Sorridentes vão de mão na mão
Bons rapazes, são bons portugueses
Ai madame, a sua indigestão
Ideal das empregaditas
A finória vai num figurino
Tão caraça, veste muitas chitas
Diz olé! pró Montefiorino
Leitaria Garrett dá cá o pé
Ai tira a mão
João, da coxa doce
Já está, antes não fosse
O Saricoté, foi parar à Marques
Lá prás Belas-Artes
Assim mesmo é que é
Diz o progresso
Chá com torradas
João, p’ra onde é que eu vou
Já fui, mas já não sou
Linda mocidade
Foi-se o sol embora
Fica-me a saudade
Repertório do autor
No Chiado à tardinha, às vezes
Sorridentes vão de mão na mão
Bons rapazes, são bons portugueses
Ai madame, a sua indigestão
Ideal das empregaditas
A finória vai num figurino
Tão caraça, veste muitas chitas
Diz olé! pró Montefiorino
Leitaria Garrett dá cá o pé
Ai tira a mão
João, da coxa doce
Já está, antes não fosse
O Saricoté, foi parar à Marques
Lá prás Belas-Artes
Assim mesmo é que é
Diz o progresso
Chá com torradas
João, p’ra onde é que eu vou
Já fui, mas já não sou
Linda mocidade
Foi-se o sol embora
Fica-me a saudade
Talvez
Letra de Carlos Baleia
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Talvez não sejam meus versos
Que mudem teu pensamento
E não gostes de poemas
Que tenhas gostos diversos
E tenhas como alimento
O que é belo em teoremas
Talvez que ames a ciência
E equaciones a vida
Numa forma matemática
Que não tenhas paciência
Para esta paixão vivida
Que é p’ra mim tão problemática
Talvez sejas bailarina
E o teu gosto em bailar
Te faça esquecer o amor
Como coisa pequenina
A que não deves ligar
Por teres ambição maior
Ou talvez não sejas nada
Do que acima eu inventei
Ou gostes de outra pessoa
E eu, de mente baralhada
Sei que de ti nada sei
Ao escrever versos à toa
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Talvez não sejam meus versos
Que mudem teu pensamento
E não gostes de poemas
Que tenhas gostos diversos
E tenhas como alimento
O que é belo em teoremas
Talvez que ames a ciência
E equaciones a vida
Numa forma matemática
Que não tenhas paciência
Para esta paixão vivida
Que é p’ra mim tão problemática
Talvez sejas bailarina
E o teu gosto em bailar
Te faça esquecer o amor
Como coisa pequenina
A que não deves ligar
Por teres ambição maior
Ou talvez não sejas nada
Do que acima eu inventei
Ou gostes de outra pessoa
E eu, de mente baralhada
Sei que de ti nada sei
Ao escrever versos à toa
Robertos de feira
António Lobo Antunes / José Luís Tinoco
Repertório de Carlos do Carmo
Vou por Santa Clara
Não são pedra estes arcos
Mas asas de pombos
Vem de São Vicente
Gente que vende roupa
E me traz mar nos ombros
Dai-me um chafariz
Com mais guitarras de água
Que a minha garganta
Voz à solta num pregão
Voz à volta da voz que me chama
E de amor que se levanta
Madragoa, Alfama
Quero olhar o Tejo
E ver a manhã nascer
Meu amor quem chama
É o navio da noite
Na Ajuda a morrer
Lisboa sou eu
E vim falar contigo
Na velha tendinha
Venho hoje de Santo Antão
Com gaivotas na voz que te digo
E este fado na mão
Repertório de Carlos do Carmo
Vou por Santa Clara
Não são pedra estes arcos
Mas asas de pombos
Vem de São Vicente
Gente que vende roupa
E me traz mar nos ombros
Dai-me um chafariz
Com mais guitarras de água
Que a minha garganta
Voz à solta num pregão
Voz à volta da voz que me chama
E de amor que se levanta
Madragoa, Alfama
Quero olhar o Tejo
E ver a manhã nascer
Meu amor quem chama
É o navio da noite
Na Ajuda a morrer
Lisboa sou eu
E vim falar contigo
Na velha tendinha
Venho hoje de Santo Antão
Com gaivotas na voz que te digo
E este fado na mão
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