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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Há um mar

José Luís Gordo / Filipa Cardoso *arranjos de Paulo Parreira*
Repertório de Filipa Cardoso 

Há um mar que se encontra abandonado
Nas profundezas da alma
Como a tristeza dum fado
Há um mar que se agiganta quase morto
Sobre os ombros do cansaço
Sobre as curvas do meu corpo

Há um mar onde o abandono se agasta
Onde o beijo não tem boca
Onde um soluço se arrasta
Mas nada tenho, nada nada me deseja
Já não sei de onde venho
Nem que tristeza me inveja

Há um mar que está morto à sede d’água
Nos seus olhos tanto sal
No seu corpo tanta mágoa
Há um mar tão perfeito e tão distante
Como um copo de cristal
De espuma transbordante

Agora amor, nada me resta senão
O só te saber chorar
Porque te disse que não
E não sou nada, e não sou nada
E não sou nada
Nesta alma amarrotada