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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Ai fado fadinho

Jorge Morais Rosa
Repertório de Vasco Rafael


Ai fado, fado, fadinho / Que p’lo caminho a fadistagem
Transformava com carinho / Dentro da sua bagagem
Um dia foi preterido / Desiludido desapareceu
E foi esquecido, esquecido / Que anos e anos viveu

Mas mudam-se os tempos
Muda a vontade
Soprou saudade, reapareceu
Mas não sei o que lhe deu
Que lhe deu p’ra ter vaidade;
E aquela canção dos pobres
Ganhou ares nobres, pôs apelidos
Mas os seus cinco sentidos
De tão perdidos, perdidos
Nem de candeia os descobres

Ai fado, fado, fadinho / Arumadinho como hoje estás
Não vais loge, eu adivinho / Que ainda voltas atrás
Despe-me essas vestimentas / Que agora inventas p’ra dar nas vistas
Com elas não alimentas / Os sentimentos fadistas