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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.520 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Passemos tu e eu devagarinho

Reinaldo Ferreira / Mário Pacheco
Repertório de Cristina Nóbrega

Passemos, tu e eu, devagarinho
Sem ruído, sem quase movimento
Tão mansos, que a poeira do caminho
A pisemos sem dor e sem tormento

Que os nossos corações, num torvelinho
De folhas arrastadas pelo vento
Saibam beber o precioso vinho
A rara embriaguez deste momento

E se a tarde vier, deixá-la vir
E se a noite quiser, pode cobrir
Triunfalmente o céu de nuvens calmas

De costas para o sol, então veremos
Fundir-se as duas sombras que tivemos
Numa só sombra, como as nossas almas