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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Lusitana

Letra e musica de Fausto Bordalo Dias
Repertório de Mafalda Arnauth

Doce e salgada, ó minha amada... ó minha ideia
Faz-me grego e romano
Tu gingas á africano... como a sereia
Ó bailarina, ó columbina
És a nossa predilecta de prosadores e poetas... dos visionários
Quem te vê ama de vez
Nómadas e sedentários
Ó pátria lusa, ó minha musa... o teu génio é português

Doce e salgada, ó minha amada... das epopeias
Tu és toda em latim, e a mais mulata sim... das europeias
Ó bailarina, ó columbina
Do profano matrimónio, nas andanças do demónio
Bela e roliça, dança a chula requebrada, a minha canção é mestiça
Ó pátria lusa, ó minha musa... o teu génio é português

Teu génio meigo e profundo, é deste tamanho do mundo
Sentimental como eu, dois corações pagãos
São de Apolo e Orfeu
Guarda-nos bem fraternais
No teu chão, no teu colo de sonhos universais
És o nosso almirante, terna mãe de crioulos
Cuida da nossa alma errante, nós só queremos teu consolo

Doce e salgada, ó minha amada... da companhia
És um caso bicudo, tu és o mais que tudo da confraria
Ó bailarina, ó columbina
Tu és a nossa doidice, meiga amante de meiguices
Eu te proclamo. quem te vê ama de vez
E a verdade é que eu te amo
Ó pátria lusa, ó minha musa... o teu génio é português