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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Ai Cico, Chico

António Vilar da Costa / Nóbrega e Sousa
Repertório de Amália
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Criação de Amália Rodrigues
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*
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De chapéu às três pancadas
E cachené ao pescoço
O Chico nas ramboiadas
Punha um bairro em alvoroço

A mocidade, levou-a / O tempo ingrato, consigo
E o fado que é seu castigo / Todas as noites o entoa
Naquele velho postigo / Onde namora Lisboa

Ai Chico, Chico do Cachené
Quem te viu antes e quem te vê


Em tosca mesa de pinho 
Tem sardinheiras num jarro
Uma botija com vinho 
E um Santo António de barro

Junto ao velho cachené / E uns calções à Marialva
Guarda um leque verde-malva / Da cigana Salomé
Por quem o Chico na Agualva / Numa tasca armou banzé

Ai Chico, Chico do Cachené
Quem te viu antes e quem te vê


Na parede, entre dois pares 
De bandarilhas vermelhas
A jaqueta de alamares 
E o chicote das parelhas

Lá tem a cinta e o barrete / Que ornamentam, mesmo à entrada
A cabeça embalsamada / Do famoso “Ramalhete”
Que lhe deu luta danada / Numa pega em Alcochete

Ai Chico, Chico do Cachené
Quem te viu antes e quem te vê

Quando a saudade o visita
E há mais sol na sua vida
Tira dum saco de chita 
Uma guitarra partida

Depois de um copo de vinho / Seus olhos são toutinegras
E tornam-se, negras, negras / As melenas cor de arminho
E ali, com todas as regras / Chorando, canta baixinho