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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.515 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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O menino da sua mãe

Fernando Pessoa / João Braga
Repertório de João Braga

No plaino abandonado / Que a morna brisa aquece
De balas trespassado / Duas, de lado a lado
Jaz morto, e arrefece

Raia-lhe a farda o sangue / De braços estendidos
Alvo, louro, exangue / Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos

Tão jovem, que jovem era / Agora que idade tem?
Filho unico, a mãe lhe dera / Um nome e o mantivera
O menino de sua mãe

Caiu-lhe da algibeira / A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe, está inteira / É boa a cigarreira
Ele é que já não serve

De outra algibeira, alada / Ponta a roçar o solo
A brancura embainhada / De um lenço, deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo

Lá longe, em casa, há a prece / Que volte cedo e bem
Malhas que o Império tece / Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe