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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Canção de Lisboa *Fado chic*

Luís da Silva Gouveia / Raul Portela / Raul Ferrão
Repertório de Fernando Farinha


Quando o fado era cantado

Pelas tabernas de Alfama
Ninguém diria que o fado

Viesse a ter boa fama

Era a canção da bebedeira e do calão
Da rufiagem e capelão e dos fadistas de samarra
E mal diria a Madragoa e a Mouraria
Que em Lisboa ainda haveria assim tal gosto p’la guitarra

Adeus tardes de toiradas

Com guitarras e cantigas
Adeus noites bem passadas

Com bom vinho e raparigas

Hoje os fadistas são tratados como artistas
E aclamados nas revistas com ovações delirantes
Vestem do bom e por ser chique ser do tom
Já vão á tarde ao Odeon se as matinés são elegantes

Hoje o fado já não tem

A rufiagem por tema
Poliu-se, já é alguém

E até já vai ao cinema

O fado agora é pedido a toda
E ouvido p’lo mundo fora com alegria e agrado
E há-de chegar a Hollyood e ter lugar, pois não se ilude
Quem pensar que há-de ser grande o nosso fado