Fernando Farinha / Jaime Tiago dos Santos
Repertório de Fernando Farinha
Quando o fado era cantado
Pelas tabernas de Alfama
Ninguém diria que o fado
Viesse a ter boa fama
Era a canção da bebedeira e do calão
Da rufiagem e capelão e dos fadistas de samarra
E mal diria a Madragoa e a Mouraria
Que em Lisboa ainda haveria assim tal gosto p’la guitarra
Adeus tardes de toiradas
Com guitarras e cantigas
Adeus noites bem passadas
Com bom vinho e raparigas
Hoje os fadistas são tratados como artistas
E aclamados nas revistas com ovações delirantes
Vestem do bom e por ser chique ser do tom
Já vão á tarde ao Odeon se as matinés são elegantes
Hoje o fado já não tem
A rufiagem por tema
Poliu-se, já é alguém
E até já vai ao cinema
O fado agora é pedido a toda
E ouvido p’lo mundo fora com alegria e agrado
E há-de chegar a Hollyood e ter lugar, pois não se ilude
Quem pensar que há-de ser grande o nosso fado
Esta letra é dos anos 30, teve como seu autor *Luiz da Silva Gouveia*
chamava-se "Fado Chic" e era do repertório do Joaquim Pimentel.
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