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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.515 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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A louca do cais

Linhares Barbosa / Joaquim Campos
Repertório de Valdemar Vigário
 


Eu encontrei no cais uma linda velhinha
Cabelo cor da neve, o céu azul, fitando
Triste e silenciosa estava ali sozinha
Com o lenço na mão para o mar acenando

Eu quedei-me surpreso ali a contemplar
Seus gestos maquinais, pois não via ninguém
De quem se despedisse e ela sempre a acenar
Pensando estar no cais a dizer adeus a alguém

Depois vim a saber, que enlouqueceu de dor
A sua triste história houve alguém que a contou
Que partira prá guerra um filho, o seu amor
Dali se despediu e nunca mais voltou

Agora a pobre mãe, numa alucinação
Todos os dias vai cumprir seu negro trilho
Acenar para o mar com o lenço na mão
Pensando estar no cais a dizer adeus ao filho