As 5.205 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores !!!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
<> POR FAVOR, alerte-me para qualquer erro que encontre <>
<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Por motivos alheios à minha vontade, o motor de busca nem sempre responde satisfatóriamente *

* A seleção alfabética é da responsabilidade da blogspot !!!
* Caso necessite de ajuda envie a sua mensagem para: fadopoesia@gmail.com *
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


O último faia

António Tavares Teles / Alfredo Marceneiro *fado versículo*
Repertório de João Braga
Esta letra foi extraída do blogue Lisboa no Guiness

Da casa da Mariquinhas ao café
Ao Café das Camareiras, provocante
De viela em viela, mestre Alfredo
Vai em busca da Menina do Mirante

Encostado ao balcão de uma taberna
Numa pausa do caminho ele encontrou
O pintor, velho pintor que um dia terna
Ternamente, o seu fado desenhou

Sem arvorar um ar gingão ou fadistão
Mas como um real fadista que se assume
Para o velho pintor cantou então
Até quase de manhã, sem um queixume

Foi num cabaré de feira, ruidoso
Na viela um novo dia despontava
E ao escutá-lo o velho pintor pintava
Uma tela apenas digna do Malhoa

Amor é água que corre, tudo passa
E a Menina do Mirante enfim passou
Pois por vezes a taberna tem mais graça
Tem mais vida, mesmo quando tem mais dor

À mercê do vento brando bailam rosas
Em quimérico vergel, descolorido
É mais um dia que morre, mas que importa?
Batem as oito na Sé, de um fado antigo